Dia do cinema brasileiro
Dia 19 de junho é um dos dias de celebração do cinema brasileiro. O outro é 5 de novembro. São datas distintas que homenageiam o trabalho de toda uma cadeia audiovisual de realizações que merece mais respeito e reconhecimento. Muitos filmes brasileiros foram responsáveis pela formação da minha cinefilia, e constantemente defendo o cinema nacional como um importante meio de compreender a cultura do nosso país. Infelizmente, muitas pessoas criticam boa parte da cinematografia brasileira sem conhecer sua história, construída por meio de inúmeras obras e de grandes artistas.
Interessar-se pelo cinema brasileiro é buscar informações que evidenciem sua trajetória e sua riqueza cultural. Especialmente em uma data comemorativa, é essencial assistir a filmes brasileiros de diferentes épocas para perceber que possuímos produções de altíssimo nível, capazes de inspirar novos cinéfilos e artistas.
Com o lançamento do Tela Brasil, plataforma de streaming direcionada ao cinema brasileiro, ganhamos mais uma alternativa para ampliar nosso conhecimento sobre a produção audiovisual nacional. Assim, fica minha indicação para que o leitor acesse esse serviço e celebre o Dia do Cinema Brasileiro da melhor forma possível: assistindo a filmes relevantes disponíveis no catálogo, incluindo obras de grandes cineastas brasileiros, como Glauber Rocha (foto) e Carlos Diegues.
Viva o cinema brasileiro!
Cinefilia
O projeto de pesquisa Memórias da Cinefilia Amazônida teve sua primeira apresentação pública no dia 8 de junho, na Casa das Artes. Foi um momento especial para compartilhar minhas pesquisas sobre filmes paraenses, histórias de cineclubes e a trajetória da crítica de cinema no Pará. O projeto será apresentado mensalmente na Casa das Artes, sempre abordando temas vinculados à cinefilia amazônida.
Agradeço a parceria com a mestra Luzia Álvares, bem como à direção e à equipe da Casa das Artes, aos estagiários colaboradores do Curso de Cinema e Audiovisual e ao público presente. Memórias da Cinefilia Amazônida é um projeto de pesquisa que iniciei em 2023, em parceria com a professora Bene Martins, e que, desde 2025, integra os projetos do Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA.
Senna
Orlando Senna foi um colaborador essencial para a história do cinema brasileiro. Sua trajetória, como um dos diretores de Iracema: Uma Transa Amazônica, entre tantas outras contribuições artísticas, culturais e institucionais em diferentes frentes de atuação pelo nosso cinema, merece reconhecimento e gratidão. Tive a oportunidade de conhecer Orlando Senna em diversos encontros, sempre com muita admiração por seu empenho nas inúmeras lutas em prol do cinema nacional.
Seu recente falecimento é uma notícia triste, mas espero que ele seja eternamente lembrado por todos que amam o cinema brasileiro e que seu legado sirva de inspiração para novas ações culturais vinculadas ao audiovisual nacional. Obrigado, Orlando Senna!
Roteiro Geo-Turístico
No dia 7 de junho, participei do Roteiro Geo-Turístico da Belle Époque em Belém, na programação do projeto @circularcampinacidadevelha, compartilhando histórias sobre o nosso querido Cinema Olympia. Foi um momento mágico, que também representou uma homenagem aos cinemas de rua de nossa cidade, espaços que encantaram espectadores de várias gerações.
Agradeço o convite da professora Goretti Tavares para participar do evento e também a atenção do público presente durante a visita ao Olympia, que, em breve, retornará às suas atividades de exibição de filmes.
Palestra
Em maio, participei do Cineclube do coletivo Matilha Filmes, que promoveu uma mostra temática intitulada "Decolonialidade e o Cinema na Amazônia", na UFPA, reunindo diversos convidados para contribuir com informações e reflexões sobre o tema. Minha participação abordou a representação da Amazônia no cinema das décadas de 1980 e 1990, com a proposta de estimular um olhar mais crítico sobre as formas como o cinema estrangeiro e também o cinema nacional construíram imagens e narrativas sobre nossas histórias e personagens. Agradeço o convite dos organizadores do cineclube e também a presença do público, que enriqueceu o debate.
Dicas da semana
Backrooms de Kane Parsons, Alpha de Julia Ducournau e Natal Amargo de Pedro Almodóvar (Cine Líbero Luxardo).
Alexandre Nevsky de Serguei Eisenstein. Com Nikolai Tsjerkasov (Cineclube SINDMEPA. Terça-feira, dia 23/6. Horário: 19h. Entrada gratuita).
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