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CARLOS FERREIRA

ferreiraliberal@yahoo.com.br

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Remo x Vila Nova, o que pode desequilibrar o jogo?

Carlos Ferreira

O Vila Nova está em claro crescimento na Série B. Havia feito 19 pontos nos 19 jogos de ida (33,3%) e já fez 15 em nove jogos de volta (55,5%). O Remo viveu o seu apogeu da 11ª à 20ª rodada, quando foi a equipe de melhor aproveitamento. Não manteve o nível, mas seguiu em situação confortável. Chega ao jogo de hoje com quatro pontos a mais e quatro posições acima do adversário. Portanto, inspirando respeito, embora tenha sido derrotado pelo Vila Nova nos três recentes confrontos.

Remo e Vila Nova estão no mesmo nível de competitividade. O desequilíbrio no jogo pode vir do jogo aéreo ofensivo do time goiano, dos contra-ataques do time paraense ou de jogadas individuais, como do azulino Victor Andrade, que está precisando se redimir de prejuízos causados por conduta agressiva e expulsões inaceitáveis.

Demorou, mas o Papão definiu a identidade

Dois meses e meio de trabalho, 10 jogos, cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Roberto Fonseca fez diversos testes até definir a identidade tática do Paysandu e, dentro desse processo, conseguiu construir resultados que ajudaram muito a estabilizar o time.

Foi mantida a linha dos zagueiros e laterais, agora com Paulo Roberto à frente. Marino e José Aldo estão na outra linha com Marlon (vinha sendo Robinho) e Rildo. Grampola e Danrlei se revezam na referência do ataque. Nessa formatação, com as funções assimiladas, o time ganhou consistência defensiva e tornou-se dinâmico com a entrada de José Aldo. A ascensão do time estará à prova na segunda-feira, contra o time menos vazado da Série C. O Botafogo/PB tomou apenas 12 gols em 19 jogos e vai exigir muito do Papão.

BAIXINHAS

* Lucas Tocantins ou Matheus Oliveira na direita do ataque remista? Lucas é mais vertical e finalizador, mas não é tão solidário quanto Matheus na marcação. Um dá mais contundência e o outro mais consistência ao time. Tudo vai depender do que Felipe Conceição priorizar.

* Nesse ambiente de Círio, fé transbordante em Belém, o goleiro bicolor Victor Souza se destaca com sua forte religiosidade. É um atleta que abre mão do seu momento de oração antes e depois de cada jogo, em campo.

* Victor Souza foi titular em 34 dos 35 jogos do Papão na temporada. Ficou no banco em Paragominas, na segunda rodada do Parazão, por opção de Itamar Shulle, que queria ver Paulo Ricardo em ação.

* A projeção de 45 pontos como segurança contra rebaixamento nas Séries A e B tem por base edições anteriores. Na atual Série B, porém, o 16°, Brusque, tem 32 pontos em 28 rodadas. Isso corresponde a 41,7% de aproveitamento.

* No final do campeonato, 47 pontos vão corresponder a 41,2% e 48 pontos a 42,1%. Isso significa que o comportamento estatístico deste campeonato está negando a tese dos 45 pontos. Vejamos essa conduta da reta final.

* Para a Série C, na disputa do acesso, não há o que questionar: 10 pontos garantem, 9 pontos dão larga probabilidade e 8 pontos já significam chance de acesso à Série B. O Paysandu tem um ponto conquistado e 15 para disputar até 7 de novembro.

* Morreu ontem em Santa Izabel o lateral Júnior, ex-Izabelense, que chegou a jogar também no Remo, nos anos 80. 

Carlos Ferreira
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