Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Remo no Top 15 do Brasil e Paysandu com nome que transmite risco e segurança

Carlos Ferreira

Leão, 14º em público nos estaduais

Conforme estatísticas do site Senhor Gol, o ranking de público dos campeonatos estaduais mostra o Remo na 14ª posição, com 12.657 pagantes por jogo. Acima do Leão estão Flamengo (39.939), Corinthians (35.910), Palmeiras (28.090), São Paulo (22.143), Bahia (21.057), Fortaleza (20.103), Grêmio (19.437), Cruzeiro (19.406), Atlético/MG (18.604), Inter (17.703), Santos (16.269), Vasco (15.540) e Ceará (12.912).

O Remo foi campeão de público em oito das últimas nove edições do Parazão. Só perdeu em 2016, para o Paysandu. Este ano o Papão fechou com média de 9.937, Bragantino 2.741, Independente 2.029, São Raimundo 1.272, Águia 996, Castanhal 964, Paragominas 929, São Francisco 448 e o Tapajós apenas 166.

 

Tiago Luis vem com risco, mas em segurança

Reserva no Goiás em 2018 e no São Bento em 2019, Tiago Luis volta para o Paysandu correndo o risco de se desabar no mercado, se não der certo na Série C. No entanto, vem com a segurança de um contrato de três anos. Nesse caso, o risco é do clube, que foi muito arrojado na contratação. 

Tiago Luis ainda não foi oficialmente confirmado pelo Papão, mas já está envolvido num clima bem favorável pela esperança que transmite à torcida. Daí pra frente, tudo vai depender do esforço dele. É um jogador de grande talento, decisivo em bolas paradas, mas pouco competitivo nas funções de marcação. Aos 30 anos, ele ainda tem bastante estrada no futebol. Mas patinou muito nas duas últimas temporadas. Está em débito consigo mesmo.

 

BAIXINHAS

* Da variação entre terceira e quinta média de público no universo dos campeonatos estaduais, o Parazão caiu para a sétima posição, com 3.661 pagantes por jogo. Reflexo de um campeonato ruim em diversos aspectos. 

* Acima do nosso, ficaram os campeonatos de São Paulo (9.526), Rio de Janeiro (7.589), Minas Gerais (5.450), Rio grande do Sul (5.260), Bahia (4.353) e Ceará (3.705). A média de 3.661 pagantes foi a pior do Parazão nos últimos quatro anos. As três anteriores foram 3.811 em 2016, 3.732 em 2017 e 4.267 em 2018.

* Recém-contratados do Paysandu para a Série C devem ficar na fila de espera. Léo Condé está preparando o time para a estreia, contra o Ypiranga, com Mota, Bruno Collaço, Tiago Primão e companhia. Reforma do time deve ser gradativa. 

* Festejado no retorno, em janeiro, depois do sucesso que fez no Remo ano passado, Vacaria sai dispensado. Foi um fracasso! Vacaria chegou em boa forma, depois de ter feito pré-temporada no Juventude, mas só regrediu no condicionamento físico em Belém. Samuel, Thiago Félix, Diogo Sodré e David Batista saindo no mesmo pacote. 

* Aos 35 anos, o ex-bicolor Augusto Recife está entre as caras novas do Tombense para a Série C. O Tombense é dono dos direitos econômicos do zagueiro Vitor Oliveira, que está emprestado ao Paysandu, futuro adversário.

Carlos Ferreira