Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Qual é a postura ideal para o Paysandu conquistar o acesso à Série B?

Carlos Ferreira

Papão, qual é a postura ideal, hoje, para o acesso?

Se fechar em bloco e explorar os contra-ataques? Manter o padrão de jogo, jogando de igual pra igual? Qual seria a melhor postura do Paysandu num jogo em que o Náutico vai pressionar? Hélio dos Anjos não esconde a intenção de manter o padrão, embora com maior precaução. Afinal, é a decisão do principal objetivo do clube na temporada: o acesso à Série B.

Atenção, cumplicidade, disciplina tática são os itens que se multiplicam numa decisão, e essa é a grande cobrança de Hélio dos Anjos aos seus atletas. Mas a concepção tática será a mesma. Um Papão extremamente focado, determinado e destemido, tanto quanto o Náutico. Jogo aberto a todas as possibilidades. A esperada pressão do time pernambucano na primeira meia hora deve ditar a história do jogo. No fator emocional, basta o Paysandu resistir à pressão, para a impaciência dominar a torcida alvirrubra.

 

Em seis de decisões, Papão ganhou quatro acessos

Em 2001, acesso à Série A em decisão com o Americano/RJ, em 2002 acesso à Copa Libertadores em decisão com o Cruzeiro/MG na conquista da Copa dos Campeões, em 2012 acesso à Série B na decisão com o Macaé e em 2014 nova ascensão à Série B em decisão com o Tupy. As únicas derrotas foram em 2010, para o Salgueiro, na disputa por vaga na Série B, e em 2014 para o Brasília, quando o título da Copa Verde valia acesso à Copa Sul-Americana.

Hoje, em Recife, a decisão é equilibrada em todos os aspectos: potencial, tradição, pressão e regulamento, já que novo empate provoca "pênaltis". Um jogo mais que apropriado para o estádio dos Aflitos.

 

BAIXINHAS

* Se o acesso vier para o Paysandu, será com invencibilidade de 17 jogos, um dado que valorizaria ainda mais a glória bicolor. Mas o Papão também pode ser eliminado com essa invencibilidade, se empatar nos 90 minutos e perder nos "pênaltis".

* No Náutico, jogadores estão orientados a evitar faltas perto da área. Essa orientação já funcionou no jogo de Belém. O motivo é a precisão de Tomas Bastos nas bolas paradas.   Também por isso foi muito treinada a ação defensiva em jogo aéreo.

* Tony é a expressão do meio termo na lateral direita do Paysandu. Um jogador que não empolga nem compromete. Apenas dá conta do recado! Não é tão presente nas ações ofensivas, mas dá segurança no serviço defensivo. O pernambucano Tony, 30 anos, é o 11º lateral direito do Paysandu na “era” pós Pikachu.

* Jogadores vinculados ao Remo para a a proxima temporada: Vinícius, Cesinha, Eduardo Ramos, Yuri, Neto Baiano e os garotos que subiram da base. Também devem permanecer: Thiago, Mimica, Ronael, Ramires, Gustavo Ramos. Carlos Alberto está nos planos.

* Zagueiro Marcão deve voltar para o Marítimo de Portugal. O também zagueiro Fredson caiu de rendimento. Para permanecer, precisa voltar a jogar bem. O atacante Wesley tem causado boa impressão e também tem possibilidade de renovar contrato. Eudes Pedro já tem contatos preliminares com jogadores que pode vir para o Leão em 2020.

Carlos Ferreira
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