Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

O consolo do Remo e o chute na canela do Paysandu

Carlos Ferreira

Consolo! Leão é campeão de público na Série C

Dos clubes que disputaram o "mata mata", só o Paysandu teria possibilidade de superar o Remo em público na Série C. Com o Papão eliminado, ninguém chegará aos 145.088 pagantes do Leão Azul. Dos semifinalistas, o Confiança tem 63.220, o Juventude 55.761, Náutico 55.482 e Sampaio Corrêa 48.556. Como cada um fará mais um ou dois jogos em casa, nenhum alcançará em 11 ou 12 mandos a marca que o Remo construiu em 9 mandos nas arquibancadas.

Na média, os dois clubes paraenses saíram nas duas primeiras posições. O Remo com 16.112 e o Paysandu 11.555 pagantes por jogo. Mais uma vez, as torcidas foram mais gloriosas que os nossos times. Isso, pelo menos, garante que os dois rivais vão continuar gigantes, pelo menos fora de campo.

 

Papão: pode ter sido como um chute na canela

Hélio dos Anjos investiu todos os argumentos e artimanhas para potencializar o emocional do Paysandu. O time chegou extremamente plugado aos duelos com o Náutico. Para quem já vai encarar outros dois jogos decisivos, agora na Copa Verde, contra o Bragantino, a eliminação, pela forma como aconteceu, pode ter o efeito de um chute na canela.

Desde já, os profissionais do Papão estão desafiados à superação psicológica. Em meio à frustração, precisam encontrar força para manter o time plugado. Afinal, se a classificação à semifinal da Copa Verde não é bastante para redimir o time, a eliminação seria passaporte para um inferno astral nesse fim de ano. A ressaca emocional é o calo do momento!

 

BAIXINHAS

* O Remo teve a maior renda bruta da Série C, com R$ 3.401.380,00, enquanto o Paysandu fechou em R$ 3.144.420,00. No entanto, o Papão teve a maior renda líquida: R$ 2.247.275,00, enquanto o Leão lucrou R$ 2.015.266,00, conforme dados oficiais levantados pelo portal de estatísticas Senhor Gol. 

* A explicação para o Papão lucrar mais com renda bruta menor está no uso da Curuzu na maioria dos jogos, com custos menores. O Leão teve custos sempre altos, no Mangueirão. Só jogou uma vez no Baenão, contra o Luverdense. 

* Operário de Ponta Grossa, CRB e Londrina querendo jogadores do Paysandu. Os alvos são Tomas Bastos, Nícolas e Micael. A incerteza de calendário, por estar numa competição eliminatória (Copa Verde) é a grande dificuldade do Papão para concorrer com clubes da Série B, que vão jogar até 30 de novembro. 

* Todos os trabalhos no Remo, esta semana, se destinam a transformar aquele time apático que perdeu no Acre, por 2 x 1, num time aguerrido, capaz de se impor, eliminar o Atlético-AC e avançar à semifinal da Copa Verde. O jogo do próximo domingo poderá ser o último do Leão na temporada ou propulsor para a sonhada conquista da Copa Verde. 

* Eudes Pedro comanda o processo de despertar do Leão, que só terá passará pelo time acreano se fizer um jogo de imposição física, fugindo das características táticas deixadas por Márcio Fernandes. Vejamos! Que o Atlético-AC é inferior tecnicamente ninguém discute. Mas vem a Belém disposto a suar sangue, investindo todas as forças nessa classificação, que só depende de um empate.

Carlos Ferreira
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