Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

O ano de 2020 para Héio dos Anjos e Mazola Junior na dupla Re-Pa

Carlos Ferreira

Hélio dos Anjos, um ano positivo, apesar de inglório

Um ano no comando do Paysandu. O técnico Hélio dos Anjos chega a essa marca sem o acesso (Série B) que decidiu, sem o título (Copa Verde) que decidiu, mas com saldo positivo. Afinal, teve apenas duas derrotas em 32 jogos, para Cuiabá e Castanhal, além de 12 vitórias e 18 empates, 56% de aproveitamento. E o principal: está invicto em Re-Pas, com três vitórias e três empates. Aprovado, portanto, nas provas de fogo.

É justo reconhecer os méritos de Hélio dos Anjos no Papão e fácil compreender a crença que os bicolores têm no trabalho dele. Na realidade, o prestígio do comandante alviceleste está muito mais no que se espera dele do que no retrospecto. Fazendo jus ao sobrenome, dos Anjos, ele é sinônimo de esperança para uma torcida que sedenta por conquista, já que o último grito de campeão foi em maio de 2018 (Copa Verde) e o último acesso em 2014 (da Série C para a Série B).

 

Mazola em cartada arrojada

Se Hélio dos Anjos tem crédito conquistado na  Curuzu, Mazola Júnior ainda trata de construir o seu no Baenão. Na fase pré-pandemia ele fez as avaliações. Para a fase pós-pandemia ele está fazendo o "upgrade" do Leão, descartando umas peças e buscando outras, para ter um time vitorioso. Se tiver êxito nessa cartada, Mazola será herói no Baenão, tal como já foi na Curuzu. Caso contrário, será só mais um nome nas frustrações azulinas. Mazola aposta todas as fichas no Leão, tal como o clube aposta nele. Um casamento de risco, sim, mas fadado a dar certo.

 

BAIXINHAS

* Depois de apontar o lateral Marlon, 34 anos, e o centroavante Zé Carlos, 37 anos, eis que Mazola Júnior coloca nas mãos do Remo um volante de 22 anos. É o gaúcho Júlio Rusch, formado no Coritiba, com passagens pelo Figueirense e pelo Londrina, onde foi comandado por Mazola.

* Qual é o maior clássico regional do futebol brasileiro? Na enquete do Esporte Interativo, deu Re-Pa. O outro finalista foi o Ba-Vi, mas o clássico paraense preveceu na votação do público internauta, pelas diversas plataformas. Ficam para trás Fla-Flu, Gre-Nal, Corinthians x Palmeiras, Atlético/MG x Cruzeiro....

* Re-Pa completa 106 anos no próximo dia 14, domingo. Será aniversário também do estádio da Curuzu, que sediou o primeiro duelo Papão x Leão, vencido pelos azulinos por 2 x 1. Faremos a nossa celebração do duplo aniversário.

* Aos dois clubes propusemos o Re-Pa das lives. Cada clube fazendo a sua live de auto-enaltecimento em matéria de confrontos diretos nessa centenária rivalidade. Nesse período sem futebol, é oportuno e necessário celebrar o aniversário do clássico para suprir a carência dos torcedores nessa angustiante espera pela retomada da vida normal.

* "Estou vivo, graças a Deus". Frase de Luis Carlos, goleiro do Paysandu campeão brasileiro de 1991, também campeão paraense pelo Papão em 92 e pelo Leão Azul em 93. Ele venceu uma grave enfermidade que o deixou em cadeiras de rodas. Agora anda com auxílio de muletas, curte a família no Rio de Janeiro e fala da dupla Re-Pa com grande saudade.

Carlos Ferreira
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