CARLOS FERREIRA

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro. | ferreiraliberal@yahoo.com.br

Estádios do Parazão em questão desde já

Carlos Ferreira

O campeonato estadual de 2022 entrou para a história como o mais afetado por gramados impraticáveis. O de Tucuruí e o de Castanhal foram interditados, o de Marabá ficou impedido nas primeiras rodadas e no de Bragança a bola quitou mais do que rolou. Até a interdição da ponte do Outeiro causou estrago ao dificultar acesso ao CT do Remo, a ponto de uma rodada inteira ser adiada à última hora! Como agravante ao caos, não havia a alternativa Mangueirão.

Para 2023, além da volta do Mangueirão repaginado e com capacidade ampliada (35 mil para 51 mil lugares), o Navegantão terá melhorias significativas e os demais estádios terão que ser ajustados dentro de um processo de monitoramento da FPF. Faltando três meses e meio para a abertura do Parazão 2023, o primeiro passo já foi dado com a cobrança de documentos que confirmem o estádio a ser usado por cada clube, para a devida cobrança antecipada de responsabilidades. Como tem que ser!

Castanhal, um caso à parte

Castanhal tem um caso à parte. O Modelão está em obras transformadoras, mas o Japiim só poderá usá-lo no Parazão 2024. O clube da cidade modelo busca uma solução, que pode ser a habilitação do seu próprio complexo esportivo, com obras básicas e urgentes, para jogos menores. E fazer no Mangueirão os jogos principais.

Ninguém no Castanhal fala claramente sobre o assunto, mas a coluna tem informações de bastidores sobre o plano: construção de cabines de imprensa, vestiários e instalação de arquibancadas de estrutura metálica no campo isolado por estrutura em alvenaria e placas de vidro.

BAIXINHAS

* É muito importante a atitude preventiva da FPF, três meses e meio antes do campeonato, definindo estádios e responsabilidades para as devidas cobranças de providências. Assim, havendo necessidade, os remanejamentos não ficarão para a última hora.

* O Parazão sempre foi precedido de uma vasta e repetitiva agenda negativa. Notícias e comentários sobre estádios sem condições, vetos dos Bombeiros, da Polícia Militar, da Vigilância Sanitária, Engenharia Civil... Desta vez, sinais de uma virada na questão. Vejamos...!

* O que pode ocorrer de polêmica e desgaste é o episódio jurídico do Paragominas, que aguarda decisão do STJD sobre possíveis ilegalidades de atletas do Bragantino e do Águia, o que poderia alterar o rebaixamento e recolocar o Jacaré na elite.

* Já que a FPF mostra esforço na prevenção de embaraços, faria muito bem se oferecesse treinamento aos funcionários da área burocrática dos clubes sobre legalização de atletas. Casos se repetem ano a ano e chegam à Justiça Desportiva por despreparo nos clubes.

* Remo e Paysandu são exceções pela aplaudida competência do azulino Eliezer Santos e do bicolor Anderson Muniz. Justamente esses dois profissionais poderiam ser requisitados para dar o treinamento aos encarregados dos demais clubes.

* O presidente da FPF, Ricardo Gluck Paul, tem falado na intenção de promover ações pelas quais o campeonato estadual se comunique com a sociedade, cumprindo funções educativas, por exemplo. Isso seria muito relevante.

* No mundo todo o futebol caminha nesse rumo, e o Parazão tem muito a contribuir em causas sociais nessa região tão carente, inclusive por ser um campeonato bancado por verba pública, no patrocínio do governo.

Carlos Ferreira
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