CARLOS FERREIRA

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro. | ferreiraliberal@yahoo.com.br

Escassez de gols de falta até em Copa, por quê?

Carlos Ferreira
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Dois gols de falta (cobrança direta) em 40 jogos nesta Copa: Rashford, da Inglaterra, contra País de Gales e Luiz Chavez, do México, contra a Arábia Saudita. São cada dia mais raros os gols em cobranças de falta, em todo o mundo. Por quê?

Pela alta intensidade de jogos e de treinos, os clubes monitoram o desgaste dos atletas na prevenção de lesões. "Hora extra" para treinar cobranças de falta, como faziam Zico, Roberto Dinamite, Dicá, Nelinho, Neto, Marcelinho Carioca, Rogério Ceni e outros mestres da bola parada já não ocorre mais, preventivamente. Outro motivo é o tempo dos atletas na conveniência dos seus compromissos comerciais ou pessoais. Apesar da raridade, foi justamente um gol de falta que fechou a temporada com título para o Paysandu: João Vieira, contra o Vila Nova, em Goiânia, na decisão da Copa Verde.

Números que confirmam a pobreza

Falta na entrada da área já não é mais "meio gol", já não levanta a torcida nem mesmo na Copa, que reúne os maiores craques do mundo. Levantamento da 365Scores, empresa parceira da coluna, mostra que nas quatro primeiras Copa deste século os números de gols de falta foram decrescentes: 9 em 2002, 6 em 2006, 5 em 2010 e apenas 3 tem 2014. A Copa de 2018 foi fora da curva, com 7 gols de falta. Mas a Copa do Catar vai puxando a estatística novamente para baixo.

O Brasil fez o seu último gol de falta em 2019, com Philipe Coutinho, num amistoso contra a Coreia do Sul. Em Copa foi em 2014: Davi Luiz, contra a Colômbia.

BAIXINHAS

* Importância da assistência psicológica no futebol, que a coluna vem destacando e que o Paysandu já providencia para 2023, tem um aspecto fundamental que ainda não exploramos. É a leitura do perfil de cada atleta para orientação de atitude dos técnicos.

* Numa palestra em Belém, Wanderley Luxemburgo disse que trata os atleta conforme a leitura do psicólogo. É que, por exemplo, alguns murcham e outros se inflamam quando ouvem gritos do comandante.

* Bernardinho, do vôlei, gritava o tempo todo com a seleção brasileira. Quando a seleção foi renovada, ele mudou a postura. Ao explicar, disse que os atletas anteriores cresciam em quadra sob os seus gritos, mas percebeu que a outra se perturbava. Então, como comandante, ele teve que se adaptar ao perfil emocional dos atletas.

* O Remo vai cumprindo o plano de ter um time com média de idade de 28 a 29 anos, com jogadores "cascudos" que liderem o grupo, como o atacante Muriqui, 36 anos, anunciado ontem. A intenção de Marcelo Cabo é ter um time capaz de suportar pressão emocional, além de competitivo nas valências físicas, técnicas e táticas.

* Assim mesmo, a contratação de Muriqui já é a mais discutível de todas as anunciadas. Sobre Fabinho, o outro centroavante anunciado ontem, a surpresa é que ele tem 27 anos. O presidente Fábio Bentes havia informado que seria um jovem, em início de carreira, contratado como aposta.

* O Novorizontino é o provável destino do atacante bicolor Marlon, artilheiro do clube na temporada com 16 gols. O Papão está emprestando o atleta para jogar o campeonato paulista e retornar para a Série

Carlos Ferreira
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