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CARLOS FERREIRA

ferreiraliberal@yahoo.com.br

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Consequências da Liga Nacional para o futebol do Pará

Carlos Ferreira

A Liga Nacional de Clubes está nascendo para assumir a gestão do Campeonato Brasileiro, Séries A e B, já em 2022. Isso deverá ter impacto imediato no calendário de eventos e enforcar os campeonatos estaduais. A questão ainda vai render muito entre clubes e CBF/Federações, na disputa política que ainda está nos discursos de cordialidade. O Pará deverá ter ganhos e perdas.

Se a Liga e as reformas vingarem, a perda de datas para o Campeonato Paraense será grave pelo que o Parazão significa na integração deste estado continental e no revigoramento permanente da rivalidade Remo x Paysandu. Mas, em compensação, haverá melhores perspectivas financeiras no campeonato brasileiro, inicialmente só para o Leão, se permanecer na Série B, e possivelmente também para o Papão, caso conquiste o acesso.

Processo de transformação

Embora o projeto ainda esteja mal explicado, o nascimento da LNC deverá abrir um processo de ampla transformação no mercado do futebol. Se não quebrar, vai enfraquecer a estrutura de poder da CBF e das Federações. Por isso, apesar de fragilizada pelos escândalos de corrupção e do afastamento do presidente Rogério Caboclo por assédio sexual e moral a uma funcionária, a CBF vai tentar resistir e defender a estrutura atual.

Na CBF, as Federações decidem as eleições, tal como as Ligas Municipais decidem nas Federações. Assim funciona o domínio político de uma casta de privilegiados, casta essa que nunca esteve tão vulnerável. Ainda dentro da velha conjuntura, a Federação Paraense de Futebol terá eleições este ano, provavelmente em outubro, com os clubes profissionais em segundo plano e as Ligas decidindo nas urnas.

 

BAIXINHAS

*Adélcio Torres, atual presidente; Paulo Romano, atual vice; e Ricardo Gluck Paul, ex-presidente do Paysandu, são os candidatos à presidência da Federação Paraense de Futebol. Estão em plena campanha, todos focados nas Ligas Municipais.

*Nas eleições da CBF, os votos qualitativos correspondem a três de cada Federação, dois de cada clube da Série A e um de cada clube da Série B. Assim, as 27 Federação totalizam 81 votos e os 40 clubes 60 votos. Além disso, o registro de chapas tem algumas condicionantes que garantem o poder das Federações. Os clubes estão tratando de igualar todas os votos e as condicionantes.

*Antônio Carlos Nunes está na presidência em mais uma interinidade, mas agora com prazo para a convocação de eleições, caso Rogério Caboclo não reassuma o cargo. E ele não deve mesmo reassumir. Pode até ser banido da entidade.

*Os tempos são outros para as relações pessoais e profissionais, como atesta o caso de Rogério Caboclo. São outros também para os sistemas de poder. A CBF já cometeu grandes abusos que não cabem mais, como as "viradas de mesa" tão comuns até o início desde século. Numa dessas, o Remo perdeu nos bastidores um acesso à Série A que havia conquistado em campo, em 2000.

*Clubes da Série B terão posição conjunta na questão eleitoral da CBF. Para isso, está prevista uma reunião para o final deste mês. Até lá, os clubes da Série B vão exigir todos os esclarecimentos sobre o projeto da Liga Nacional de Clubes e farão as suas exigências.

*O Paysandu, por sua vez, pode e deve defender os seus interesses através da Associação Nacional de Clubes, que em algum momento se fará ouvir nesses debates tão importantes para o futuro do futebol brasileiro.

Carlos Ferreira
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