CARLOS FERREIRA

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro. | ferreiraliberal@yahoo.com.br

Belém e o estádio municipal que a Copa de 50 não trouxe

Carlos Ferreira
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Nós, paraenses, tivemos uma frustração histórica em 2009 quando foram anunciadas as 12 cidades da Copa de 2014 no Brasil, com Belém fora. Vem agora a revelação de que Belém já havia perdido uma primeira oportunidade, para a Copa de 1950, cujas subsedes foram São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Curitiba.

Três anos antes, Belém apresentou o seu projeto de estádio, que seria semelhante ao Pacaembu/SP, também municipal, em São Braz, na José Bonifácio entre Gentil e o Mercado de São Braz, área agora ocupada pelo Colégio Augusto Meira, Berço de Belém e todo o complexo das Irmãs Preciosinas.

Mais que um estádio, seria um complexo: escola de Educação Física, salões de convenções, hotel para atletas e espaços de exposições e museologia, como informou à coluna o arquiteto Aurélio Meira, filho do autor do projeto, Augusto Meira.

Por que não a Copa em Belém?

A Copa de 2014 não veio para Belém por deficiências do projeto e outros motivos nada técnicos. Sobre a Copa do 1950, a pesquisa do Laboratório Virtual (Blog) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPa não esclarece motivos, mas supõe-se que tenha sido por questão de logística. Belém muito distante das cidades escolhidas e condições de transporte muito limitadas, na época.

Passados 72 anos da Copa 1950, Belém continua sem estádio municipal e com inúmeras prioridades maiores.

BAIXINHAS

* Bom roteiro da Seleção Brasileira na Copa, por enquanto, alternando-se de irritante a animador. Prefiro assim, sob cobranças, sem espaço pra euforia, com margem para crescimento. Vitórias sobre as "encardidas" Sérvia e Suíça, "amistoso" contra Camarões.

* O Paysandu teve um atraso de 15 dias nos salários dos profissionais do futebol, logo depois de ser eliminado da Série C, mas a notícia, na época, nem ganhou destaque. O Remo viveu o último caso de atraso salarial em junho de 2020, por causa de um bloqueio de receita na Justiça do Trabalho.

* Atraso de salários e suas consequências foram notícias frequentes de Remo e Paysandu por cinco décadas. Agora, com o futebol cada dia mais caro, os dois clubes conseguem credibilidade no mercado do futebol, reconhecidos como bons pagadores.

* Leão e Papão ainda tropeçam em erros primários na gestão do futebol se dizem empenhados em se corrigir. O Remo dá passos animadores desde a contratação do técnico Marcelo Cabo. O Paysandu tem  eleição presidencial na próxima semana para decidir o futuro imediato.

* Liberar Marlon para jogar o campeonato paulista e tê-lo de volta para a Série C é uma hipótese provável no Paysandu. O atleta tem propostas e não quer perder a oportunidade.Segundo o presidente Maurício Ettinger, ano passado o clube recusou proposta de R$ 2 milhões, de um clube árabe, para não ficar sem o artilheiro na disputa do acesso à Série B.

* A Copa do Mundo servindo à conscientização dos homens para a importância de prevenir o câncer de próstata. Evento de hoje no CTO (Centro de Tratamento Oncológico), em Belém, envolvendo futebol e saúde do homem, neste novembro azul.  Presenças de Aderson (Remo) e Robgol (Paysandu). Coordenação: jornalista Ronaldo Pena

Carlos Ferreira
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