Um título a ser decidido na atitude
É indiscutível a superioridade técnica do Remo, assim como os melhores recursos de banco para substituições. Mas nada disso vai prevalecer se o Leão Azul não tiver a mesma atitude competitiva do Paysandu, que já provou ser um time guerreiro..
Além de ser Re-Pa, é decisão de campeonato, e agora num gramado que favorece ao jogo bem jogado. Assim mesmo, será jogo bem "brigado", com seus fatores técnicos, táticos e emocionais, mas fundamentalmente físico. O Papão vai determinar que seja assim, porque é a sua forma de se sobrepor ao rival, como vimos no clássico anterior. Por isso, São Pedro terá sua ingerência com ou sem chuva. E se for com chuva, a ingerência depende do volume. O fato é que teremos Re-Pa na plenitude, com forças máximas em campo e a festa raiz de duas torcidas apaixonadas dividindo o estádio, como não se vê mais nos outros grandes clássicos do país.
Leão toma quase o dobro de gols do Papão
A média do Paysandu é de 0,75 gol tomado por jogo. Foram apenas seis em oito jogos. O Remo tem média de 1,3. Foram 17 gols tomados em 13 jogos. Claro que o Leão Azul fez jogos mais difíceis, na Série A, é isso não pode ser ignorado. Mas, mesmo no Parazão, o time azulino teve vulnerabilidade acima do aceitável, até pelo perfil sempre ofensivo.
Hoje as atenções na marcação devem dobrar de ambos os lados. Assim mesmo, o jogo oferece boas perspectivas de emoções.
BAIXINHAS
* Em matéria de artilharia, Remo e Paysandu tem médias muito próximas. Leão: 21 gols, média de 1,6 por jogo. Papão: 12 gols, média de 1,5. Os dados do time azulino são de toda a temporada (Parazão, Série A e Supercopa) e os do time bicolor só do Parazão, única competição do Papão até agora.
* Curioso que no Paysandu um único jogador fez metade dos gols. Ítalo é o artilheiro do Parazão e da temporada paraense com seis gols. Pikachu é o artilheiro do Remo na temporada com quatro gols, em 10 jogos.
* Yago Pikachu é personagem central neste Re-Pa pelo que ficou devendo no clássico anterior. Desta vez, consegue se destacar e dar a resposta tão esperada? Faz gol? Ou vai ser zuado pela torcida bicolor novamente? Está aí um dos temperos do jogão de hoje.
* Inversão 21 anos depois. O Campeonato Paraense de 2005 teve o Paysandu na Série A e o Remo na Série C. O Papão foi campeão em decisão nos pênaltis. Agora, com posições invertidas, a decisão pode ir novamente aos pênaltis, caso haja dois empates ou uma vitória de cada com o mesmo saldo de gols.
* Torcedores do Paysandu entram hoje no Mangueirão usando o sistema do QR Code. Torcedores do Remo vão pela biometria facial. O Re-Pa já começa nos sistemas de tecnologia de acesso ao estádio. Faz parte de um processo mal planejado da biometria facial, que chegou oito meses depois do prazo determinado em lei.
* Funcionando bem, numa integração dos sistemas da Polícia e do Judiciário, a biometria facial contribui na segurança pública. Foragidos do sistema penal, torcedores em cumprimento de transação penal ou quem cometer crime dentro do estádio, será facilmente identificado e recolhido. Os clubes ganham com o banco de dados para o Marketing, quando há marketing.
* Com tamanha importância, a biometria facial no acesso ao estádio deveria ter sido tratada de forma mais profissional, com mais responsabilidade do que oba oba. Um dia a biometria do Mangueirão vai funcionar plenamente e gerar os benefícios já usufruídos onde foi levado a sério.
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