Time digno, apesar da campanha ruim
Com cinco vitórias, oito empates e 13 derrotas, o Remo faz a segunda pior campanha da Série A. Numa campanha dessa, é comum os atletas ouvirem cobranças por "vergonha na cara". Esse time do Remo não é cobrado dessa forma porque não deixa dúvidas da sua bravura e honradez. A campanha é ruim, mas o time é digno, rendendo sempre no limite das suas capacidades física e técnica.
Há questionamentos sobre o trabalho tático de Léo Condé, mas também há reconhecimento de que ele tem um time abaixo do padrão técnico do campeonato. Além disso, ele chegou para corrigir a rota, depois de um mau começo. O fato é que o time de Léo Condé não empolga, mas também não irrita. Vejamos como será na segunda-feira, em Salvador, contra o Bahia, no jogo do respeito mútuo.
Jogo mais valioso do ano
Nenhum dos 44 jogos do Paysandu na temporada foi tão valioso quanto o de domingo em Araraquara, contra a Ferroviária. O Papão conquistou três títulos que foram apenas glórias. Agora sim está numa sequência de decisões que podem mudar a realidade financeira do clube em meio a uma Recuperação Judicial.
O Papão conquistou acessos à Série B em 2012, 2014 e 2023. Desta vez seria muito mais importante pelo fato de o clube estar na primeira fase da Recuperação Judicial. Fôlego financeiro agora reduziria o impacto das intervenções da assembléia de credores e da Justiça na vida do clube. E o jogo de domingo será determinante para o rumo dessa história.
BAIXINHAS
* Tira cisma! O Paysandu tem uma vitória (2 x 1), um empate (2 x 2) e uma derrota (0 x 4) nos três confrontos com a Ferroviária. Esse será o jogo mais tenso entre os dois clubes por tudo o que está em jogo. O suor na camisa deverá fazer a diferença.
* Rogério Ceni x Léo Condé. A imprensa baiana explora muito essa rivalidade particular por ter surgido no Ba-Vi, estendendo-se aos duelos do Bahia com Ceará e Remo, clubes para onde Condé se transferiu enquanto Ceni manteve-se no tricolor. São 12 confrontos entre os dois técnicos, com cinco vitórias de Condé, quatro de Ceni e três empates.
* Somando as rendas líquidas da Série A, Copa do Brasil, Parazão, Supercopa do Pará e Copa Norte, o Remo acumula lucro de R$ 20,2 milhões em bilheterias. Só na Série A, mais de R$ 15 milhões. Com a imensidão e paixão da sua torcida, o Leão Azul é top 5 do Brasil em bilheterias.
* Última parcial da Seleção Bola de Prata (ESPN): Ronaldo (Bahia), Igor Formiga (Mirassol), David Duarte (Bahia), Léo Pereira (Flamengo) e Luciano Juba (Bahia); Danilo (Botafogo), Martinelli (Fluminense) e Matheus Pereira (Cruzeiro); Samuel Lino (Flamengo), Viveros (Athletico-PR) e Pedro (Flamengo). Técnico: Leonardo Jardim (Flamengo).
* Na época da Revista Placar esse prêmio foi conquistado por Edson Cimento, goleiro do Remo em 1977. Desta vez, Marcelo Rangel está com potencial na disputa, mas ainda não apareceu na Seleção. Desde 2017, o prêmio é definido por 40% de estatísticas nas atuações e 60% por notas dos jornalistas.
* Volante Caio Vinícius, ex- Remo, destaque na campanha do acesso à Série A, está muito bem na China. Em 24 jogos pelo Yunnan Yukun ele tem sete gols. É titular absoluto. Pelo Remo, Caio Vinícius fez seis gols e deu duas assistências em 32 jogos.
* Paulinho Boia, atacante que o Paysandu tirou do descrédito e recolocou no mercado em 2024, estreou pelo Widzew Lodz, na Polônia. Ao sair do Papão ele foi para o Nacional de Portugal, o de fez 49 jogos e cinco gols. Com a camisa do Papão foram 18 jogos, três gols e duas assistências.
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