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Qual é a leitura no Baenão?

Carlos Ferreira

Se o Remo vence e conquista o título, o time e o novo técnico caem nas graças da torcida. Cria-se um clima muito favorável à decolagem na Série A, com Mangueirão lotado na quinta-feira contra o Fluminense. Desfecho com festa bicolor, porém, resulta em clima hostil para o início do novo ciclo. Será que existe essa leitura no Baenão ou o título estadual segue com a importância minimizada? 

Lideranças no time remista, como Marcelo Rangel, Marlon, João Pedro e Alef Manga são fundamentais nessa hora para colocar todos na mesma sintonia, com a consciência de que o Re-Pa vale não só o título estadual, mas também o aval da torcida para o time que Léo Condé está assumindo. O jogo requer estratégias sim, mas fundamentalmente exige atitude, algo que está sobrando no Paysandu, que vem fazendo por merecer o título com louvires.

Cai para um ou aumenta para três?

O Paysandu tem 50 e o Remo 48 títulos estaduais. Domingo essa diferença vai aumentar para três ou diminuir para um título? Eis a principal questão na história dessa centenária e ardente rivalidade, numa decisão em que o Papão está com melhores credenciais. 

Vale observar que no primeiro ano de futebol do Leão Azul (1913), e primeiro título, o Paysandu ainda não existia. O bicolor surgiu em 1914 para ser o grande rival do Remo. Começava uma história rica de heróis, vilões, grandes mobilizações, festas e confusões, nas mais diversas emoções e dimensões. 

BAIXINHAS

* Um título matogrossense e uma Copa Verde pela Luverdense em 2016 e 2017, e uma Recopa Catarinense pelo Figueirense em 2022. Esses são os únicos títulos da carreira de Júnior Rocha. Imaginem a importância do título paraense para o bom técnico do Paysandu.

* Apesar dos muitos garotos promovidos da base (14 no total), a maioria já acionada no campeonato, o Paysandu deve entrar em campo com apenas um paraense no domingo: o volante Pedro Henrique. No Remo, nenhum "papa açaí". Toda arbitragem também de fora, da FIFA. Espetáculo genuinamente paraense mesmo só nas arquibancadas. 

* Léo Condé assemelha-se muito a Rodrigo Santana e Guto Ferreira no poder de aglutinar. É mais um líder que valoriza e envolve toda a equipe de apoio aos atletas, inclusive os funcionários mais humildes. LC se preocupa muito com o ambiente de trabalho. Chega amanhã de iniciativas nesse sentido. A demora na chegada é por um problema de saúde na família. 

* Eis que a decisão estadual coincide com o Dia Internacional da Mulher. No entanto, nem a FPF nem os clubes manifestaram qualquer iniciativa alusiva à data. É oportuno lembrar que o público feminino já representa cerca de um terço do público habitual dos Re-Pas, e domingo não será diferente. 

* Outra data que merece ser lembrada é do aniversário do Mangueirão. O estádio completou ontem 48 anos da inauguração oficial. A semana do aniversário fecha-se com o principal evento do nosso futebol e casa cheia. Merece alguma celebração. Lembrando que Mesquita, atleta na época da inauguração, agora é o agrônomo responsável pelo gramado. 

* Fechada na terça-feira a janela internacional de transferências, segue aberta até o próximo dia 27 a janela nacional. Isso significa que os clubes ainda podem contratar e legalizar atletas dos campeonatos estaduais. Com a chegada de Léo Condé, é provável que o Remo contrate mais alguém. 

* Castanhal x Capitão Poço, sábado, 19 horas, decisão da Copa Grão Pará e de uma vaga na Copa do Brasil 2027. As duas torcidas vão lotar o Modelão. Grande festa do interior. É jogo único. Empate leva a decisão para os "pênaltis".