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Paixão e namoro inabaláveis

Carlos Ferreira

Futebol é muito mais que jogo, paixão de torcedor é muito mais que sentimento, vitória e derrota são muito mais que sucesso ou fracasso. Isso tudo ajuda a definir a cultura de um povo, e na Amazônia não há paixões maiores que Remo e Paysandu. Não há namoro mais sólido que o dos torcedores azulinos com o Leão e o dos bicolores com o Papão. São casamentos eternos que não dispensam o namoro permanente. Em muitos casos, diferente da conduta na relação familiar. 

Remo, Paysandu e suas torcidas são inspiradores na paixão e no namoro inabaláveis. Sentimentos e cumplicidade que se reproduzem na glória ou na dor, de corações para corações, de gerações para gerações, na cultura da nossa gente. Parabéns ao Leão, ao Papão e aos seus apaixonados torcedores neste Dia dos Namorados. 

Lua-de-mel 

O clima é de lua-de-mel na relação da torcida bicolor com o Papão. Essa felicidade, pelos títulos do Parazão, da Copa Norte e da Copa Verde, dita o astral para o jogo do próximo domingo contra a Inter de Limeira, pela Série C.

Depois da maratona de 19 jogos em dois meses, finalmente o Paysandu está num intervalo de uma semana do último para o próximo jogo. Vitalidade física recuperada para não falhar na lua-de-mel, domingo. Por sua vez, a Inter de Limeira está determinada a fazer o papel de "estraga prazer". 

BAIXINHAS 

* Um dos maiores ídolos do Remo, Agnaldo "pulou a cerca" em 1998 e foi campeão paraense pelo Paysandu. Mesquita, também ídolo azulino, fez o mesmo em 1982. Mazinho "pulou" da Curuzu para o Baenão, em 1994, da forma mais digna, cumprindo empréstimo, e foi campeão.

* Os bicolores Lecheva e Robgol tiveram proposta, mas se recusaram a vestir azul marinho. O azulino Jaderson, em 2024, disse "não" ao aceno do Papão e ao mesmo tempo fez declaração de gratidão e amor pelo Leão. Eles são apenas alguns dos personagens em histórias do tipo nessa onda de paixão, fidelidade e compromissos.

* Yago Pikachu se declarou bicolor e até chegou a dizer que não jogaria no Remo. Na primeira oportunidade, deixou os sentimentos e declarações de lado. Se guiou pela responsabilidade profissional e vestiu de azul marinho não só o corpo, mas também a alma.

* Júnior Rocha, um dos mais amados pela torcida bicolor, está sob assédio do Ceará. Ele próprio confirmou que houve contato. O Paysandu argumenta ambiente, projeto e futuro promissor para evitar divórcio com o seu técnico vitorioso. O Ceará acena com mais visibilidade e mais dinheiro para a investida dê namoro. 

* A lábia do Ceará para Júnior Rocha é a mesma do Remo para Gabriel Boschila, xodó do Operário Ponta Grossa. É a terceira investida azulina pelo talentoso meia do time paranaense desde o ano passado. Um namoro sob muita resistência para virar casamento. 

* Paraense Marco Antônio, assumidamente torcedor do Remo, é uma das armas da Inter de Limeira para o confronto com o Paysandu. Marco Antônio teve o privilégio de jogar no time do coração em 2024. Fez 32 jogos e três gols pelo Leão Azul. 

* Grandes duplas no futebol foram tratadas nos noticiários como "casal". Bem o caso de Assis e Washington no Athletico Paranaense e no Fluminense. Famoso Casal Vinte! No Paysandu, Juninho e Ítalo Carvalho estão num namoro fadado a virar casamento de artilheiros no ataque. Para isso, Júnior Rocha está agindo como cupido.