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Leão avança, mesmo sem convencer

Carlos Ferreira

Pobre futebol do time mais rico do campeonato. O Remo foi a campo engessado pelas escolhas de Juan Carlos Osorio e sofreu grande pressão do Águia, que abriu o placar aos 10 minutos e teve chances para ampliar. Melhorou no segundo tempo com as entradas de João Lucas e Pikachu, empatou e chegou a ser melhor em campo, mas não o bastante para vencer, menos ainda para convencer. 

O fato de Osorio ter acionado a formação principal não significou nada. O time remista entrou em baixa rotação, como se estivesse num jogo qualquer, enquanto o Águia era um time acelerado, muito mais ligado. O empate em 1 x 1 no tempo normal foi justo, para o futebol pobre do Remo e para a bravura do Águia. Nos pênaltis, a classificação do Leão Azul, evitando o que seria um vexame para o time de Série A que esteve muito abaixo do potencial. 

Papão trata de quebrar as alternâncias

Nos seis jogos oficiais da temporada o Paysandu alternou a performance. Nem tanto do primeiro para o segundo jogo, quando teve intervalo de uma semana. Depois, foram sempre dois jogos por semana. Os atletas não conseguiram manter a regularidade na performance. Foi sempre um jogo bom e outro ruim. Isso é bem normal num começo de temporada.

Vindo de bom jogo contra o Santa Rosa, o Papão tem o desafio de quebrar a alternância e sair-se bem novamente, sobretudo por tratar-se de jogo eliminatório, hoje, contra a Tuna, com a Curuzu lotada. Nesse “perdeu, cai fora”, a pressão emocional é desafio extra para todos em campo. Jogo tenso, tudo indica.

BAIXINHAS

* Apesar da bela reação no campeonato, o ambiente na Tuna ficou tão ruim que o técnico Alexandre Lopes pediu demissão. Robson Melo chegou tendo que administrar egos e criar laços. A conduta do time em campo, hoje, será o resultado (bom ou ruim) dessa gestão de pessoas. 

* A cidade de Capitão Poço nunca esteve tão envolvida por futebol. Estádio cheio na manhã de hoje (10 horas) para o jogo contra o Castanhal, por vaga na semifinal do Parazão, podendo levar também à Série D do Campeonato Brasileiro. Cametá também tomada por grande mobilização, pelos mesmos objetivos, às 20 horas, contra o Santa Rosa.

* Sentimentos opostos se misturam hoje em Bragança. Desolação pelo rebaixamento do Bragantino no campeonato estadual e esperança de uma noite de glória na Copa do Brasil. O Bragantino joga hoje contra o Primavera no Mato Grosso. 

* Em Castanhal muitas queixas de torcedores pelo horário do jogo contra o Guarani de Campinas, na próxima quarta-feira. A bola vai rolar às 15:30 no Modelão. Também na quarta, em Marabá, Águia x Independência do Acre às 20 horas. A Tuna só vai estrear dia 4 de março, contra o Tocantinópolis. 

* O Paysandu, como campeão da Copa Verde, vai entrar na terceira fase da Copa do Brasil, programada para o período de 11 a 19 de março, em jogo único. O Remo, como integrante da Série A, só entra na quinta fase, que terá jogos de ida e volta, no período de 22 de abril a 14 de maio. 

* Estatísticas acusam mais de 12 mil acidentes com motos, mais de 1 mil fatias, por ano, no Pará. Jogadores profissionais de futebol que nos últimos oito perderam a vida em acidentes com motos no Pará: Gil Cametá, Thiago Marabá, Lucas Caroço e Marcelinho. Por último, Ewerton Moraes do futsal do Paysandu. Lukinhas sobreviveu, mas perdeu a carreira no futebol.

* No Remo, segundo a advogada Victoria Branco, é cláusula indispensável nos contratos a proibição do uso de moto pelos atletas. Assim, o Remo segue o padrão de exigência dos principais clubes do mundo, que proíbem também salto de paraquedas e demais aventuras que impliquem em risco à integridade física e à vida.