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Desenha-se forte disputa eleitoral no Remo

Carlos Ferreira

Os vices Glauber Pontes e Milton Campos, além de outras candidaturas que devem ser anunciadas. Vem aí forte disputa pela presidência do Remo para os próximos três anos. O presidente Antônio Carlos Teixeira pretende se manter em neutralidade diante das candidaturas dos dois vices.

Associados do Leão Azul irão às urnas no dia 8 de novembro. Até lá, há processos a serem cumpridos, articulações e as campanhas. É justo que o cargo seja bem disputado. Afinal, nenhum presidente do Remo nos últimos 50 anos recebeu o clube em condições tão boas, mesmo com volta à Série B. O salto na última década foi de um estado de insolvência para fôlego financeiro e moral, precariedade para estruturação física e organizacional, descrédito e rejeição para credibilidade e atratividade.

Pediram para sair?

Tanto Thiago Carpini como Mazola Júnior deram a mesma explicação sobre as substituições em suas estreias. Segundo eles, "jogadores pediram para sair". 

A temporada está na fase mais decisiva, tanto para o Papão no quadrangular do acesso como para o Leão na reta final da Série A. Seria o momento do auge físico, mas justo agora atletas não têm resistência para 90 minutos. Isso não acontece por acaso. O Papão foi atrapalhados pelo auge antecipado nas decisões da Copa Norte e Copa Verde, como também pelas vaidades que afloraram com os títulos. O Leão pode ter sentido o impacto da logística desumana na maratona da Série A, mas é justo reconhecer que o time nunca deixou de ser aguerrido.

BAIXINHAS 

* No período dos últimos 50 anos, em algumas transições de mandato, o Remo teve que recorrer a Juntas Governativas por falta de candidatos, ou eleger gente sem a menor competência por falta de alternativas. O clube sobreviveu a tempestades e tornou-se uma "empresa" viável, fadada ao crescimento. Basta que tenha gestão responsável.

* O Paysandu terá eleições no dia 3 de novembro. Mas o cenário é nebuloso pela fase muito delicada do clube com a Recuperação Judicial e o risco de permanência na Série B. O presidente Márcio Tuma deve confirmar candidatura. A questão é se terá adversário. Talvez, Luis Omar Pinheiro, principal voz de oposição. 

* No Papão a temporada será fechada bem antes de a disputa eleitoral se acirrar, se é que haverá acirramento. No Leão Azul será dentro da reta final da Série A, com tendência de barulho. Mas o processo será importante. Os rumos do clube, nesse momento estratégico, têm que ser debatidos e compromissos formais precisam ser assumidos.

* João Lucas tem possibilidade de voltar a campo nas últimas rodadas da Série A. O lateral direito, emprestado pelo Grêmio, se lesionou no jogo do Remo contra o Coritiba, em Curitiba, dia 15 de março. Passou por cirurgia, se dedicou à recuperação e está quase pronto para voltar a jogar. É um jogador com possibilidade de permanência para 2027. 

* No Paysandu, Matheus Vargas é o símbolo de resiliência. Se lesionou, passou nove meses em recuperação, voltou a jogar e sofreu nova lesão grave. Passou por nova cirurgia e está revivendo o processo de recuperação, focado em voltar a campo em 2027. Sem lamúrias, cumprindo suas obrigações, Matheus Vargas é uma figura inspiradora. 

* Com metas cumpridas por Duplexe Tchamba, a renovação de contrato com o Remo para 2027, prevista em cláusula, fica por conta da decisão do clube. O que pode mudar o cenário é a valorização do zagueiro pela convocação para a seleção camaronesa. 

* Jean Drosny e Gabriel Mesquita sob cuidados médicos. Os dois goleiros do Paysandu estão intercalando treinos e tratamentos. Drosny tem uma luxação no ombro e Gabriel Mesquita sente dores lombares. Marcão, o terceiro goleiro, está de prontidão como alternativa para o jogo de sábado em Limeira.