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Campanhas devem ajudar muito nas contratações

Carlos Ferreira

Tanto o Remo na Série A como o Paysandu na Série C precisam se reforçar e estão agindo no mercado por novas contratações. O momento é de prospecção e sondagens. Em breve vão fluir as negociações, que dependem de uma série de fatores, a começar pela perspectiva dos clubes e honradez nos pagamentos. Pesa contra o Remo a estrutura física inadequada para o padrão da Série A.

O Remo, sabia-se desde sempre, que lutaria pela permanência na Série A. Havendo boa perspectiva, o clube torna-se atraente. As últimas rodadas mostram o Leão Azul com força de reação e reais possibilidades de permanência. Se confirmar essa tendência nos jogos contra Athletico Paranaense e São Paulo, vai poder escolher entre muitos oferecimentos interessantes. Caso contrário, sofrerá rejeição até mesmo de quem hoje é oferecido. É assim que funciona! 

Tendência do Papão 

Jogadores da prateleira de Série C almejam vaga no time bicolor, por todas as provas dadas pelo Papão de que é um clube fadado a subir. Mas esse é um momento chave. Veja que embora seja líder, o Papão pode ser superado na pontuação pelo 7° colocado, Floresta, nesta segunda. O time cearense tem 12 pontos e o Paysandu 14. 

Como não vem repetindo as suas melhores atuações, o Paysandu precisa tratar esse jogo como decisão para não se complicar. Ser visto com bons olhos pelo mercado, neste momento, faz o clube ser preferido na concorrência por reforços. No outro quesito, o mais decisivo, o clube está muito bem credenciado, por vir pagando regularmente os salários e demais direitos dos seus profissionais.

BAIXINHAS

* Se conseguir a permanência na Série A e realmente receber o CT prometido pela Mineradora Vale, o Remo entra em 2027 num outro patamar: estruturado e com condições para um planejamento adequado, a partir de uma base mantida. Ou seja, sem os improvisos emergenciais desta temporada. 

* O Paysandu, se subir de volta à Série B, também deverá ter um salto estrutural e organizacional, sem as fantasias que o derrubaram ano passado. E se não subir, terá que manter o trabalho atual e se potencializar ainda mais, sempre encarando de frente a própria realidade.

* Tanto Remo como Paysandu terão eleições ainda este ano. Exercício de democracia e teste de responsabilidade para os associados no julgamento de candidatos e propostas. As urnas poderão ajudar os dois clubes a turbinar ou faze-los sucumbir. 

* A vitória por 1 x 0 sobre o Internacional em Porto Alegre, na primeira rodada, dia 28 de janeiro, foi a única do Athletico Paranaense como visitante nesta Série A. O Furacão tem sido muito poderoso da Arena da Baixada, mas fora de casa conquistou apenas quatro pontos, ao vencer o Inter e empatar com o Bragantino. No mais, cinco derrotas.

* O Remo como mandante é o penúltimo, com uma vitória, quatro empates e duas derrotas. Conquistou apenas um terço dos 21 pontos que disputou diante da sua torcida, que é uma das mais fervorosas do campeonato. A média de 22.048 pagantes por jogo deverá ser superada em dobro pelo público total deste domingo. Mangueirão lotado. 

* Quintana deve mesmo deixar o Paysandu em julho, na abertura da janela de transferência, indo provavelmente para um clube tailandês. Antes, ele estará disponível para os jogos contra Floresta, Nacional, Figueirense, Anápolis ou Rio Branco/ES se o clube for à decisão da Copa Verde, Inter de Limeira, Maranhão, Santa Cruz, Ypiranga e Guarani. 

* Em fase final de recuperação, Eduardo Melo estará pronto para jogar na abertura da janela. O atacante, que será disponibilizado pelo Remo, foi peça importante do Caxias sob comando de Júnior Rocha. Por isso, a expectativa de que o atleta entre nos planos do técnico do Papão para a fase mais decisiva da Série C.