Refúgios de água doce transformam o verão de Castanhal em um convite para o descanso
Moradores e visitantes descobrem pequenos paraísos onde o verde abraça as águas cristalinas e o canto dos pássaros substitui o barulho da rotina
Quando julho chega trazendo o verão amazônico, o sol parece ganhar ainda mais força. Os dias se alongam, o calor toma conta da cidade e o desejo é quase unânime: encontrar uma sombra generosa, mergulhar em águas geladas e deixar que a natureza faça o resto. Em Castanhal, no nordeste do Pará, a cerca de 70 quilômetros de Belém, não faltam cenários capazes de transformar um simples fim de semana em um verdadeiro encontro com a tranquilidade.
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Entre rios, igarapés e balneários espalhados pela zona rural, moradores e visitantes descobrem pequenos paraísos onde o verde abraça as águas cristalinas e o canto dos pássaros substitui o barulho da rotina.
Vila do Apeú
Na Vila do Apeú, um dos destinos mais procurados nesta época do ano, o rio que dá nome à comunidade convida para um mergulho refrescante. De águas rasas e calmas, o Apeú forma um cenário perfeito para famílias, grupos de amigos e estudantes que aproveitam as férias escolares para passar o dia entre banhos, risadas e contato com a natureza. Ali, o rio se transforma em igarapé e oferece um dos cenários mais tradicionais do verão castanhalense.
Balneário Sítio Odnumiar
Seguindo pela comunidade do Marapanim, ainda na região do Apeú, está o Balneário Sítio Odnumiar, cercado por árvores que garantem sombra durante todo o dia e por uma piscina natural de águas frias que se tornou o principal atrativo do local. O acesso é simples: pela BR-316, no sentido Belém-Castanhal, basta entrar à direita no ramal do Cenóbio da Transfiguração e percorrer cerca de seis quilômetros.
O espaço funciona de sexta a domingo e também nos feriados, das 9h30 às 18h. A entrada custa R$ 10 por pessoa, enquanto crianças de até oito anos não pagam. Além do banho refrescante, os visitantes encontram um restaurante com pratos típicos da culinária regional, como galinha caipira, peixe frito e chapa mista, com preços entre R$ 80 e R$ 180.
Foi pela segunda vez que a estudante Victória Monteiro escolheu o local para aproveitar o verão. A filha, Isabela, passou boa parte do dia se divertindo na piscina infantil, enquanto a família desfrutava da tranquilidade proporcionada pelo ambiente.
"É um lugar muito agradável para vir com a família. A água é bem gelada, o ambiente é tranquilo e minha filha adora brincar na piscina. A gente consegue descansar de verdade e esquecer um pouco da correria do dia a dia", conta Victória.
Para a professora aposentada Nonata Pereira, proprietária do balneário, julho representa a melhor época do ano. "Sem dúvida, é a nossa temporada mais movimentada. Recebemos visitantes de várias cidades do Pará, de outros estados e até turistas de fora do Brasil. Todos procuram descanso, boa comida e o prazer de passar o dia em contato com a natureza", conta.
Chácara Casa Branca
Outro espaço que vem conquistando os visitantes é a Chácara Casa Branca. Inaugurada recentemente, ela combina uma ampla área verde com uma piscina natural de águas geladas, oferecendo um ambiente tranquilo para quem deseja fugir da agitação. Localizada na Rua Coronel Sampaio, nº 415, próxima ao centro da Vila do Apeú, a chácara funciona de sexta a domingo, não cobra entrada e também disponibiliza o espaço para eventos e confraternizações.
Balneário Jamaica
Entre os destinos mais rústicos está o Balneário Jamaica, localizado na zona rural de Castanhal, com acesso pela rodovia PA-136, após a Agrovila São Raimundo. O ambiente preserva o clima simples do interior e conquista justamente pela tranquilidade. Cercado pelo verde e pelas águas frias, o balneário cobra R$ 10 por pessoa, enquanto crianças têm entrada gratuita. No local não há venda de alimentos ou bebidas, por isso muitos visitantes aproveitam para levar seu próprio lanche e passar o dia inteiro desfrutando da natureza.
Os balneários se transformam, durante o verão amazônico, em verdadeiros refúgios para quem deseja desacelerar. Entre mergulhos, redes estendidas sob as árvores e o som constante da água corrente, Castanhal revela que alguns dos seus maiores tesouros estão justamente onde a natureza ainda dita o ritmo da vida.
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