Procurador que classificou salário de R$ 24 mil de 'miserê' pede licença do MP

Portal da Transparência revela que entre janeiro e julho deste ano Leonardo Azeredo recebeu média de R$ 68,2 mil por mês

Redação Integrada (Com informações do site Estado de Minas)

O procurador Leonardo Azeredo dos Santos, que esteve no centro de uma polêmica envolvendo a insatisfação de alguns servidores Ministério Público de Minas Gerais com relação aos salários vultosos que recebem, apresentou um atestado de licença-médica e ficará afastado do cargo. A informação foi confirmada pelo procurador-geral de Justiça do estado, Antônio Sérgio Tonet.

Leonardo é procurador público na capital mineira e recebe R$ 24 mil por mês. Mas, durante reunião convocada para discutir a proposta orçamentária do MPMG para 2020, ele definiu a quantia como “miserê”. Um áudio publicado na página da instituição expõs o descontentamento da classe resumido nas palavras do procurador, que alegou já ter baixado o padrão de vida por conta do "baixo" salário. 

“Estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito e estou gastando R$ 8 mil. Pra poder viver com os R$ 24 mil. Eu e vários outros já estamos vivendo à base de comprimido, à base de antidepressivo. Estou falando assim com dois comprimidos de sertralina por dia”, desabafou.

Diante da repercussão negativa dos comentários, muitos veículos buscaram informações mais precisas sobre os ganhos dos procuradores mineiros. Na última terça-feira (10), matéria publicada na página do jornal Estado de Minas revela que o próprio Leonardo recebeu, entre janeiro e julho deste ano, somando salário, indenizações e outras remunerações, R$ R$ 68,2 mil líquidos.

A informação consta do Portal da Transparência do Ministério Público. Lá é possível constatar que o procurador recebe remuneração bruta de R$ 35.462,22 que, com descontos, cai para R$ 24 mil líquidos. Mas, nos sete primeiros meses deste ano, indenizações e outras remunerações ajudaram a encorpar os ganhos.

Apesar da confirmação da licença, o motivo do afastamento do procurador não foi divulgado, nem o período em que ele ficará ausente.

Brasil
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