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Plataformas deverão informar canais de denúncia de violência contra mulher em até 15 dias

Iniciativa do Governo Federal busca qualificar o atendimento do Ligue 180 e fortalecer a rede de proteção no ambiente digital.

O Liberal
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Plataformas digitais terão um prazo sugerido de 15 dias para fornecer ao governo federal informações detalhadas sobre seus canais de denúncia e mecanismos de combate à violência contra mulheres no ambiente online. A medida visa fortalecer a rede de proteção digital.

O pedido foi encaminhado por ofício conjunto das Secretarias de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e de Enfrentamento à Violência contra Mulheres do Ministério das Mulheres.

A iniciativa tem como objetivo principal reunir dados que permitam aprimorar a qualidade do atendimento oferecido pelo Ligue 180, especialmente na orientação a vítimas de violência praticada ou disseminada pela internet.

Canais de denúncia detalhados

O documento solicita às empresas detalhes específicos sobre os fluxos adotados para receber notificações relacionadas à divulgação não autorizada de conteúdo íntimo. Essa solicitação está em conformidade com o artigo 21 do Marco Civil da Internet e as diretrizes estabelecidas pelo Decreto 12.976/2026.

Entre as informações pedidas pelo governo federal, destacam-se aspectos cruciais para a efetividade do sistema de denúncias, visando maior transparência e agilidade no processo:

  • Prazos para análise das denúncias.
  • Confirmação de recebimento das notificações.
  • Possibilidade de acompanhamento das solicitações.
  • Mecanismos para evitar o reenvio de conteúdos removidos.

O governo também demonstrou interesse em saber se esses procedimentos são aplicados a conteúdos manipulados ou produzidos com o uso de inteligência artificial, abrangendo novas formas de agressão.

Outras formas de violência digital

O ofício questiona, adicionalmente, a existência de canais específicos para denúncias de outras formas de violência digital contra mulheres. Isso inclui casos de assédio e a crescente violência política de gênero, ampliando o escopo da proteção.

As plataformas também deverão indicar um ponto focal das empresas no Brasil. Este contato facilitará a interlocução direta com o poder público sobre o tema, agilizando respostas e ações conjuntas.

Proteção e orientação aprimoradas

Segundo o governo, a coleta dessas informações faz parte de um esforço maior para estruturar políticas robustas de proteção de direitos no ambiente digital. A iniciativa visa fortalecer a rede de acolhimento e orientação às mulheres em situação de violência.

Os dados fornecidos pelas plataformas serão cruciais para aprimorar as informações repassadas pelo Ligue 180. A intenção é ampliar significativamente a capacidade do serviço de orientar as vítimas sobre os canais disponíveis em cada plataforma e os procedimentos necessários para solicitar providências eficazes.

O pedido foi formulado em caráter cooperativo, dentro das competências dos órgãos envolvidos, e considera as novas obrigações relacionadas à proteção de mulheres no ambiente digital, conforme previsto no Decreto 12.976/2026.

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