Em ato, Zema critica o STF e diz que 'o lugar' de ministro que presta serviço a bandido é a prisão
Na avenida Paulista, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, estendeu na fachada de um um painel com a frase “Chega de intocáveis”
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), exibiu neste domingo (6) um painel na fachada de um prédio da Avenida Paulista, em São Paulo, com a frase “Chega de intocáveis”, em referência aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A estrutura também apresentava imagens de ministros do STF rindo e um boneco que representava o ministro Alexandre de Moraes atrás das grades. Durante a ação, Zema foi hostilizado por manifestantes do Partido dos Trabalhadores (PT), que estavam na avenida e foram impedidos por policiais militares de se aproximar do ex-governador.
Sem citar Moraes nominalmente, Zema afirmou que um ministro nas condições que ele descreveu deveria ser retirado do cargo e preso.
“Em qualquer país minimamente civilizado, onde se tem vergonha na cara, um ministro como esse, prestando serviços para um bandido, teria sido expelido, teria sido expulso e, muito provavelmente, encarcerado. O lugar dele é esse. É um bandido enriquecendo porque exerce um cargo para o qual já é muito bem remunerado”, disse.
Críticas a Flávio Dino
Questionado sobre a posição do ministro Flávio Dino, Zema afirmou que ele integra uma “turminha” interessada em manter a situação atual porque, segundo o ex-governador, “tem muita gente poderosa se beneficiando”.
Zema também colocou Dino no mesmo grupo de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
No domingo (6), Dino fez uma crítica velada à decisão do ministro Edson Fachin de encerrar o Inquérito das Fake News. Sem citar diretamente a investigação, afirmou ser favorável à conclusão das apurações, mas questionou se um inquérito deve ser arquivado por tramitação prolongada antes do prazo prescricional e quem deveria definir o que seria uma “tramitação longa”.
Caso envolvendo Toffoli
Toffoli, que era relator das investigações sobre o Banco Master no STF, deixou a relatoria do caso após revelações de que fundos ligados à instituição financeira haviam comprado a participação de irmãos do ministro em um resort em Ribeirão Claro, no Paraná.
Embate com o Supremo
Zema mantém um histórico de confrontos com ministros do Supremo. Em maio, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou o ex-governador por calúnia contra Gilmar Mendes.
A denúncia teve como base a publicação de um vídeo em que ministros do STF eram retratados como fantoches.
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