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Como está Bolsonaro? Médicos atualizam sobre soluços durante prisão domiciliar

Quadro clínico é estável, mas ex-presidente ainda enfrenta dores no ombro direito

Hannah Franco
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue em sua prisão domiciliar após enfrentar uma série de complicações de saúde. Durante o período de recuperação, o quadro clínico de Bolsonaro tem mostrado sinais de melhora, mas ainda há desafios pela frente. Entre os principais problemas estão as crises de soluço e dores persistentes no ombro direito.

De acordo com o último relatório médico entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), as crises de soluço, que antes eram frequentes, agora ocorrem, em média, uma vez por semana.

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O médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento do ex-presidente, destacou que a estabilização dessas crises foi possível devido ao ajuste no tratamento e à adoção de uma dieta rigorosa, com baixo teor de acidez. Além disso, Bolsonaro segue um protocolo de reabilitação cardiorrespiratória, com atividades físicas regulares.

O quadro respiratório também apresenta evolução, com uma melhora progressiva na função pulmonar. No entanto, os médicos informam que há uma alteração apenas na base do pulmão esquerdo, que não compromete gravemente a saúde do ex-presidente. A pressão arterial segue controlada, o que é mais um ponto positivo no processo de recuperação.

Dores no ombro e a possibilidade de cirurgia

Apesar dos avanços no quadro respiratório e nas crises de soluço, Bolsonaro ainda lida com dores intermitentes no ombro direito. Segundo os médicos, essas dores ocorrem tanto em repouso quanto ao movimentar o braço, e têm impactado a mobilidade do ex-presidente.

A equipe médica sugeriu a possibilidade de uma cirurgia para tratar o problema, com a expectativa de que o procedimento ocorra nesta semana, entre esta sexta-feira (24) e sábado (25).

No entanto, a decisão sobre a cirurgia depende da manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso, deu um prazo de cinco dias para que a PGR se pronuncie a respeito. Somente após essa manifestação a decisão será tomada.

Prisão domiciliar e recuperação

Em março, Bolsonaro recebeu a prisão domiciliar humanitária por 90 dias, com o objetivo de se recuperar de um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, que o levou a ser internado por duas semanas em tratamento intensivo.

A decisão de conceder a prisão domiciliar foi tomada após sua alta hospitalar, e desde então o ex-presidente segue em um processo de reabilitação, focando na recuperação de sua saúde física e no controle das crises de soluço.

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