Caso Cão Orelha: Polícia ouve adolescente e afasta ligação com desafios virtuais

A Polícia Civil informou que, até o momento, não há evidências que confirmem que os maus-tratos tenham sido motivados por desafios em redes sociais.

Jéssica Nascimento
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A Polícia Civil de Santa Catarina ouviu mais um adolescente suspeito de envolvimento nos maus-tratos e na morte do cão Orelha. O caso está sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, em Florianópolis.

De acordo com a corporação, até agora não foram encontrados elementos que indiquem que o crime tenha relação com desafios online. Um outro adolescente ainda deverá prestar depoimento, e as investigações continuam.

Ampliação das apurações e novas suspeitas

Conforme os relatórios policiais, o grupo é investigado por participação em uma sessão de tortura contra o cão Orelha, que acabou sendo submetido à eutanásia em razão da gravidade das lesões sofridas.

As apurações também indicam uma tentativa de afogamento de um segundo cachorro, identificado como Caramelo, que conseguiu escapar. Além dos crimes de maus-tratos a animais, a Delegacia Especializada investiga possíveis atos análogos à depredação de patrimônio e crimes contra a honra direcionados a profissionais que atuam na região da Praia Brava.

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, destacou que o foco atual da investigação é identificar e individualizar a conduta de cada um dos quatro adolescentes envolvidos.

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Trâmites legais e aplicação do ECA

Como os suspeitos têm idades entre 12 e 18 anos incompletos, o caso é tratado conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não pelo Código Penal.

Caso as autorias sejam confirmadas, o relatório final será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei. A legislação brasileira prevê que a medida socioeducativa de internação pode ter duração máxima de até três anos.

 

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