Após queda de raio e incêndio em estação de energia, Amapá entra em terceiro dia de apagão

Macapá foi atingida por forte temporal na noite de terça. Ainda não há previsão da volta da energia. Duas pessoas foram atingidas por raios

Eduardo Laviano

Entra no terceiro dia a situação de caos no Amapá, após a queda de um raio que causou incêndio em uma subestação da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). O incidente deixou 14 das 16 cidades do Amapá sem energia, ainda na noite de terça-feira (3). A capital, Macapá, também está completamente sem energia. Ainda não há previsão para o serviço ser restabelecido, apurou a redação integrada de O Liberal, e o problema já persiste por mais de 40 horas, na manhã desta quinta (5).

Após uma profusão de raios na capital Macapá, o transformador TR1, localizado na Zona Norte da cidade, registrou uma explosão seguida de incêndio às 20h47. Além disso, duas pessoas foram atingidas por raios. Os estados de saúde não foram divulgados. Os amapaenses seguem com dificuldades na comunicação, com apenas uma operadora telefônica em funcionamento, mas que, de acordo com os moradores, possui muitas oscilações. O Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), única maternidade pública do Amapá, chegou a ficar sem energia, com 18 bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. 

A jornalista Francy Rodrigues relata que nunca presenciou nada parecido. "Eram trovões, relâmpagos e raios como eu nunca tinha visto. Um barulho horroroso, com clarões assustadores. As paredes tremiam. Achávamos que era passageiro, mas a noite acabou e pela manhã o temporal não amenizava", conta ela que está hospedada em um apart-hotel em Macapá, onde a família mora. Francy conta que quase nenhum estabelecimento abriu nesta quarta-feira (4).

"A luz faltou de noite e quando amanheceu já não tinha mais água também. Aqui pela redondeza, 80% do comércio está fechado. Só em alguns pontos onde há gerador que as pessoas têm energia, como o hospital. Ninguém consegue nem carregar o celular", disse.

"Eram trovões, relâmpagos e raios como eu nunca tinha visto. Um barulho horroroso, com clarões assustadores. As paredes tremiam", conta a jornalista Francy Rodrigues, que está hospedada em um hotel em Macapá. "A luz faltou de noite e quando amanheceu já não tinha mais água também. Aqui pela redondeza, 80% do comércio está fechado. Só em alguns pontos onde há gerador que as pessoas têm energia, como o hospital. Ninguém consegue nem carregar o celular"

Muitos amapaenses recorrem a shoppings e aeroportos para carregar o celular. A dica foi espalhada pelas redes sociais. O Governo do Amapá divulgou que todos os hospitais, incluindo o HMML, estão funcionando normalmente a partir de geradores, todos alimentados com óleo diesel.

Marco Zero do Equador, em Macapá: capital vive situação de caos (Governo do Amapá)

Diversas tentativas de retomar o fornecimento de energia elétrica foram feitas durante a madrugada de quarta-feira, mas só por volta das 6h da manhã que o serviço começou a ser retomado por meio da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes, atendendo apenas 5,3% do sistema da região.

Quando o problema completou 21 horas, no início da noite de quarta, o Ministério de Minas e Energia do governo federal anunciou a criação de um gabinete de crise com o objetivo de "supervisionar as medidas adotadas para o restabelecimento de energia elétrica no Amapá".

Muitos amapaenses recorrem a shoppings e aeroportos para carregar o celular. A dica foi espalhada pelas redes sociais. O Governo do Amapá divulgou que todos os hospitais, incluindo o HMML, estão funcionando normalmente a partir de geradores, todos alimentados com óleo diesel.  O Ministério de Minas e Energia do governo federal anunciou a criação de um gabinete de crise

Já a Companhia de Eletricidade do Amapá se pronunciou apenas 13 horas após o incêndio, via Twitter. 

"Um problema na linha de transmissão do Sistema Interligado Nacional causou a interrupção do fornecimento de energia no Estado. A ONS está investigando as causas do problema. O serviço foi restabelecido em algumas regiões nesta manhã, mas ainda não há previsão de normalização", afirmava a nota. 

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