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Quem era Jiló dos Prazeres, chefe do CV morto em operação no Rio de Janeiro

Traficante acumulava mais de 130 anotações criminais e era alvo de operação policial

Hannah Franco

Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”, morreu nesta quarta-feira (18) durante uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro, na região central da capital. Apontado como integrante do Comando Vermelho (CV), ele tinha 55 anos e era considerado um dos criminosos mais procurados do estado.

Segundo a polícia, Jiló foi baleado após trocar tiros com agentes durante a ação no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, área onde comandava o tráfico de drogas. A operação segue em andamento. O traficante acumulava um extenso histórico criminal, com registros desde a década de 1990. Ao todo, ele possuía cerca de 135 anotações criminais e pelo menos quatro mandados de prisão em aberto.

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Histórico criminal e crimes atribuídos

De acordo com informações do Judiciário do Rio de Janeiro, Cláudio dos Santos respondia por crimes como tráfico de drogas, homicídio, sequestro, cárcere privado e constrangimento ilegal. Há ao menos oito processos registrados contra ele apenas em segunda instância.

Entre os casos associados ao nome do criminoso está a morte de um turista italiano em dezembro de 2016. A vítima, Roberto Bardella, de 52 anos, foi assassinada após entrar por engano na comunidade. Na ocasião, Jiló havia deixado a prisão havia cerca de 30 dias.

Operação mobiliza mais de 150 policiais

A ação da Polícia Militar tem como objetivo desarticular organizações criminosas envolvidas em roubos de veículos e tráfico de drogas na região central do Rio. A operação é dividida em três fases:

  • Intervenção e estabilização das áreas
  • Busca, captura e varredura
  • Desmobilização das equipes

Ao menos 150 policiais participam da ofensiva, com apoio de agentes do 5º BPM (Praça da Harmonia), 14 viaturas e dois veículos blindados. A Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar (SSI/PMERJ) também atua no levantamento de informações sobre grupos criminosos.

A morte de Jiló dos Prazeres provocou reação de integrantes do Comando Vermelho. Na manhã desta quarta-feira (18), um ônibus foi incendiado na avenida Paulo de Frontin, nas proximidades do acesso ao Túnel Rebouças. Além do traficante, outras sete pessoas morreram durante a operação, que é um desdobramento de ações realizadas na terça-feira (17), quando foram expedidos 28 mandados de prisão contra integrantes da organização criminosa.