MENU

BUSCA

Prefeito de Macapá é afastado em operação que cumpre mandado em Belém

Supremo autorizou 13 buscas e afastou servidores por 60 dias; PF apura fraude em licitação do Hospital Geral Municipal

Hannah Franco

O prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan (MDB), e o vice-prefeito, Mario Neto (MDB), foram afastados dos cargos nesta quarta-feira (4), por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, da Polícia Federal (PF), que cumpre mandado de busca e apreensão em Belém.

Ao todo, o STF autorizou 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). A Corte também determinou o afastamento de servidores públicos pelo período inicial de 60 dias. A investigação apura um possível esquema de fraude à licitação para execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.

VEJA MAIS

PF cumpre mandado em Belém por fraude em obras do Hospital de Macapá
Segunda fase da Operação Paroxismo apura fraude em licitação para obras do Hospital Geral de Macapá; STF afastou prefeito e servidores

PF prende Daniel Vorcaro em nova fase da operação sobre o Banco Master
Dono do Banco Master foi detido em São Paulo por decisão do STF; investigação apura esquema bilionário com venda de títulos falsos

O caso tramita no STF por envolver recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas à construção da unidade hospitalar.

Prefeito, vice e secretária estão entre afastados

Entre os servidores afastados por determinação do STF estão:

  • o prefeito Dr. Furlan;
  • o vice-prefeito, Mario Neto;
  • a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré;
  • o presidente da comissão permanente de licitação da prefeitura.

Em Macapá, endereços ligados ao prefeito foram alvo de mandados de busca e apreensão. A segunda fase da operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (4). As informações são do G1.


PF aponta indícios de direcionamento e desvio

De acordo com a Polícia Federal, há indícios da existência de um esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários. A apuração aponta para possível direcionamento do processo licitatório, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionados ao projeto de engenharia e à execução das obras do Hospital Geral Municipal.

O contrato sob suspeita foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. A PF informou que a nova fase da Operação Paroxismo tem como objetivo aprofundar as investigações sobre as irregularidades identificadas.