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Mulher é esfaqueada e queimada por ex-colega de trabalho após recusar a ficar com ele

Parentes afirmam que o suspeito demonstrava interesse pela jovem, mas ela deixou claro que não queria qualquer tipo de relacionamento

Gabrielle Borges

Uma jovem de 22 anos, identificada como  Mariele Vitória Alves de Lima,  foi vítima de uma tentativa de feminicídio em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. A auxiliar administrativa foi esfaqueada e teve o corpo incendiado por um ex-colega de trabalho após recusar a se relacionar com ele.

Após o ataque, a vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital da Restauração, localizado no bairro do Derby, área central da capital pernambucana. Segundo informações médicas, ela permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.

Homem usou mistura de solventes

O ataque contra Mariele Vitória Alves de Lima, ocorreu na segunda-feira (2), em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. O suspeito havia sido demitido há cerca de 30 dias e retornou ao antigo local de trabalho para cometer o crime.

De acordo com relatos de testemunhas, o homem invadiu o estabelecimento e desferiu golpes de faca contra a jovem. Em seguida, teria jogado “thinner”, uma mistura de solventes orgânicos utilizada para diluir tintas, sobre o corpo da vítima e ateado fogo.

Mariele foi socorrida e encaminhada ao Hospital da Restauração, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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Suspeito foi localizado com ferimentos

Conforme informou a tia da vítima, a cabeleireira Adenil Alves de Barros, policiais militares encontraram o suspeito na residência onde ele mora. O homem apresentava cortes na região da barriga e em um dos braços. Ainda segundo a família, o celular de Mariele teria sido localizado debaixo da cama dele.

Abalada, a tia da vítima desabafou sobre a violência contra a mulher. “É dor e revolta, porque todo dia é um caso de mulher assassinada e muitas vezes fica impune. Ele premeditou, tudo foi premeditado. Ele tem que pagar pelo que fez”, declarou.

Família relata assédio antes do crime

Parentes afirmam que o suspeito demonstrava interesse pela jovem, mas ela deixou claro que não queria qualquer tipo de relacionamento. Durante o período em que trabalhou na empresa, ele chegou a seguir familiares de Mariele nas redes sociais, o que levou a vítima a bloqueá-lo.

O pai da jovem, Diego Adriano Barros da Silva, também cobrou justiça. “O sentimento é de raiva e indignação. Quantas mulheres ainda vão precisar morrer? Ela estava trabalhando, buscando seus objetivos, e acontece uma barbaridade dessas”, lamentou.

O caso é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco, que apura as circunstâncias do crime e a motivação do suspeito.