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Líder religioso é preso no DF suspeito de estupro de vulnerável e outros crimes

Investigações apontam que os fatos teriam ocorrido entre maio de 2024 e junho de 2025

O Liberal

Um líder religioso de 37 anos foi preso na terça-feira (10), em Sobradinho II, no Distrito Federal, suspeito de estupro de vulnerável e investigado por outros quatro supostos casos de violência sexual. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto.

Leandro Mota Pereira, conhecido como Pai Leandro de Oxóssi, estava foragido desde agosto do ano passado. Ele foi localizado por policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em um condomínio residencial da região. Segundo a Polícia Militar, o suspeito foi encontrado escondido em um dos cômodos da residência.

De acordo com a corporação, os policiais receberam informações sobre o possível paradeiro do investigado. Ao chegarem ao endereço, duas mulheres atenderam os militares. Ainda conforme a PM, o homem teria tentado fugir pelos fundos do imóvel, mas foi alcançado e detido. Ele foi encaminhado à 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II).

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O que é investigado

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o líder religioso é investigado sob suspeita de dopar, estuprar, coagir e ameaçar ao menos quatro mulheres e uma adolescente, com idades entre 17 e 30 anos. As denunciantes frequentavam um terreiro de umbanda localizado em Sobradinho.

As investigações apontam que os fatos teriam ocorrido entre maio de 2024 e junho de 2025. De acordo com a PCDF, o suspeito se valeria da posição de liderança espiritual para estabelecer vínculo de confiança com as frequentadoras do espaço religioso.

Em um dos casos apurados, uma adolescente de 17 anos relatou à polícia que, após consumir bebidas oferecidas pelo investigado, acordava com dores e sangramentos. Ela afirmou que, em determinada ocasião, despertou durante a madrugada e encontrou o suspeito sem roupa ao seu lado. Conforme o depoimento, ele teria tentado impedir que ela gritasse e feito ameaças para que não revelasse o ocorrido.

A polícia também apura relatos de que o investigado mencionava supostas incorporações espirituais para justificar as relações sexuais, alegando que seriam orientações de entidades religiosas.

Em outro depoimento, uma mulher afirmou que procurou o terreiro em busca de apoio espiritual e que, após alguns meses, passou a receber mensagens do líder religioso. Segundo o relato, ela teria sido coagida a manter relações sexuais e ameaçada. A denunciante informou ainda que precisou mudar de cidade e trocar de número de telefone.