Justiça determina interdição de FHC e filho passa a responder por bens
Decisão atende pedido da família após agravamento de quadro de Alzheimer e aponta declínio cognitivo do ex-presidente
O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu, nesta quarta-feira (15), uma liminar que determina a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A decisão atende a um pedido feito pelos filhos do ex-chefe do Executivo, que apontaram o agravamento do estado de saúde dele.
De acordo com informações apresentadas no processo, a família anexou um laudo médico que indica a evolução de um quadro de Alzheimer, com comprometimento significativo das funções cognitivas. O documento destaca um cenário de declínio progressivo, o que motivou a solicitação judicial.
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Com a decisão da 2ª Vara da Família e Sucessões, o filho Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório, passando a ser o responsável legal pelos atos administrativos e pela gestão do patrimônio do ex-presidente.
Segundo o processo, ele já exercia esse papel de forma informal há alguns anos, cuidando de questões financeiras e da rotina do pai, por escolha do próprio Fernando Henrique.
Pedido teve apoio da família
A medida contou com o apoio das filhas Luciana e Beatriz Cardoso e foi protocolada por meio dos advogados da família. O pedido de interdição foi fundamentado no avanço da doença e na necessidade de garantir a proteção jurídica e patrimonial do ex-presidente.
O caso segue sob análise da Justiça, e a curadoria tem caráter provisório, podendo ser reavaliada conforme a evolução do quadro de saúde.