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Inquérito sobre PM encontrada morta aponta perseguição, ameaças e indícios de infrações penais

A soldado Gisele Santana morreu, no dia 18 de fevereiro, com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto

Lívia Ximenes

O Inquérito Policial Militar (IPM) sobre a morte da soldado Gisele Santana, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, apresenta denúncias anônimas sobre uma suposta relação conturbada com ameaças, perseguição e instabilidade emocional entre ela e o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto. Segundo os relatos, Geraldo possuía comportamentos abusivos. Gisele morreu no dia 18 de fevereiro, em um imóvel localizado no Brás, em São Paulo.

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O IPM foi instaurado dois dias após o caso, em 20 de fevereiro. As denúncias afirmam que o tenente-coronel “possui instabilidade emocional” e é necessário investigar “perseguição e ameaças” sofridas pela soldado. Conforme o documento, Gisele “vivia sob o temor manifestado” e os relatos foram “presenciados por diversas testemunhas”.

De acordo com o inquérito, o disparo que matou Gisele aconteceu após uma briga do casal. Anteriormente, a família da soldado relatou que o casal discutia muito e que ela sofria perseguições de Geraldo. Com os indícios, o documento determina uma apuração rigorosa para esclarecer as circunstâncias da morte da mulher “diante do contexto e dos indícios de possíveis infrações penais militares”.