Falso médico é preso por diagnosticar vesícula em mulher que já havia retirado o órgão
Homem confessou que está no 5º ano do curso de Medicina e não possui registro
Um homem, identificado como Wellington Augusto Mazini Silva, de 28 anos, foi preso em flagrante após se passar por médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro de Cananéia, no litoral de São Paulo.
O suspeito estava utilizando o registro médico de outro profissional de saúde e o caso só foi descoberto quando uma paciente chamou a atenção do diretor do posto de saúde logo após se consultar com Wellington, que teria dito que sua “vesícula estava bem”.
Entretanto, a mulher havia removido o órgão anteriormente em uma cirurgia; desconfiada da conduta do médico, ela foi apresentar uma reclamação.
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Pacientes também denunciaram que laudos do falso médico eram “cópia e cola” de outros documentos. Revoltados, os moradores da região acionaram a Polícia Militar, que o conduziu até a delegacia local para prestar esclarecimentos.
Ao delegado, o suspeito declarou que era médico, mas ao ser questionado sobre seu registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), Wellington apresentou o documento de outro médico.
As autoridades constataram que ele não possuía registro próprio e, então, ele confessou que ainda estava no 5º ano do curso de Medicina. Diante disso, o delegado solicitou a conversão do flagrante em prisão preventiva.
Wellington passou por audiência de custódia, que confirmou a prisão. A investigação segue pelos crimes de exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, estelionato e colocar em risco a vida ou a saúde de pacientes.
Prefeitura se pronunciou
Nas redes sociais, a Prefeitura Municipal da Estância de Cananéia lamentou o caso e afirmou que todos os pacientes que foram submetidos a exames com o falso médico já estão sendo reconvocados para realizar novos
“Ressalta-se que a atuação do indivíduo ocorreu por apenas um dia, utilizando equipamentos próprios. Embora a ultrassonografia seja um exame de baixo risco, a ausência de habilitação legal configura grave violação ética e legal. Em atenção ao princípio da precaução e à segurança dos usuários, a Prefeitura assegura que nenhum paciente será prejudicado”, ressaltou a administração municipal.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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