MENU

BUSCA

Estupro coletivo em Copacabana: veja tudo o que se sabe sobre o caso envolvendo adolescente

Crime aconteceu no dia 31 de janeiro da Zona Sul do Rio de Janeiro; quatro jovens são procurados e um adolescente também é investigado

Hannah Franco

Um caso de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 17 anos chocou a Zona Sul do Rio de Janeiro. O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, e resultou no indiciamento de cinco jovens, sendo quatro maiores de idade e um adolescente. Todos os investigados são procurados pela Polícia Civil.

Veja a seguir tudo o que se sabe sobre o caso até o momento, desde o relato da vítima até as medidas judiciais e o andamento da investigação.

VEJA MAIS

Suspeito de estuprar criança de sete anos em festa de aniversário é preso em Tucuruí
A ação ocorreu na noite de domingo (1º/3), após o crime ser informado para as autoridades policiais.

Adolescente é vítima de estupro coletivo no RJ; suspeitos são procurados
O crime contra a menor de idade, de 17 anos, aconteceu no dia 31 de janeiro de 2026, em um apartamento em Copacabana

O que aconteceu

Segundo o inquérito da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), a adolescente foi convidada por um colega de escola para ir ao apartamento de um amigo dele. Inicialmente, ela foi orientada a levar uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.

Em depoimento, a adolescente, que estava acompanhada da avó, falou que o menor de idade a convidou para ir ao apartamento de um amigo dele. A adolescente revelou que teve um relacionamento com o menor entre 2023 e 2024 e que, desde então, não se encontravam.

Ao chegar no prédio, o menor informou à adolescente que dois amigos dele estariam no local e insinuou que fariam “algo diferente” — ação recusada pela adolescente. Em um quarto do imóvel, enquanto os menores mantinham relação sexual, os jovens entraram no cômodo e passaram a fazer comentários. De acordo com a adolescente, um deles a tocou sem consentimento.

Em seguida, os maiores de idade tiraram as roupas e passaram a beijar e apalpar a adolescente. Conforme relato, ela foi obrigada a fazer sexo oral e sofreu penetração de todos. Além disso, a adolescente levou tapas, socos e um chute no abdômen.

Durante o crime, a adolescente tentou sair do quarto, mas foi impedida. Quando deixou o apartamento, ela mandou uma mensagem de áudio ao irmão informando que acreditava ter sido vítima de estupro. Ao contar à avó o que aconteceu, elas procuraram a delegacia para registrar o caso.

Quem são os suspeitos

Quatro homens maiores de idade foram indiciados por estupro com concurso de pessoas:

  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
  • João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos
  • Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos

O adolescente que convidou a vítima também é investigado, mas seu caso foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude, e sua identidade não foi divulgada.

O Serrano FC anunciou o afastamento imediato de João Gabriel Xavier Berthô e a suspensão de seu contrato após expedição de mandado de prisão. Já o Colégio Pedro II abriu processo administrativo para desligar dois estudantes envolvidos.

Provas e investigação

Câmeras de segurança registraram a chegada dos suspeitos, a entrada da vítima acompanhada do menor e a saída dos investigados em horários próximos ao crime. Imagens também mostraram o retorno do adolescente ao apartamento, que acompanhou a saída da jovem e fez gestos de comemoração, segundo investigadores.

Conversas no WhatsApp incluídas no inquérito confirmam que o encontro foi planejado, incluindo horários e detalhes do local.

O exame de corpo de delito constatou lesões compatíveis com violência física, infiltrado hemorrágico, escoriação na região genital e sangue no canal vaginal. A perícia descreveu três grupos de equimoses (manchas roxas, azuis ou avermelhadas) nas regiões dorsal e glúteas. Materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA, reforçando a gravidade do crime.

Situação atual da Justiça

A Justiça expediu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão contra os maiores de idade, todos considerados foragidos pela polícia.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou a ocorrência de estupro, argumentando que mensagens trocadas entre os jovens mostram que a presença dos demais rapazes no apartamento foi previamente combinada.

A nota também afirma que o atleta e estudante não teve oportunidade de se defender formalmente perante a polícia. Leia o pronunciamento da íntegra:

"A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu.

A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação."