Estupro coletivo em Copacabana: Universidade suspende por 120 dias aluno suspeito do crime
O caso ocorreu no mês passado e ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias; suspeitos continuam foragidos
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) anunciou a suspensão por 120 dias do estudante Bruno Felipe dos Santos Allegretti, apontado como um dos suspeitos de envolvimento no estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. O caso ocorreu no mês passado, em um apartamento no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias.
Bruno é estudante do curso de Ciências Ambientais da Unirio. A suspensão de 120 dias foi determinada diretamente pelo reitor da instituição, José da Costa Filho.
Com a decisão, o aluno fica impedido de circular em qualquer área de convivência da universidade, incluindo salas de aula, laboratórios de ensino e pesquisa, bibliotecas, setores de apoio acadêmico e o restaurante universitário.
Universidade repudia ato praticado por aluno
Segundo a universidade, a medida administrativa foi adotada diante da gravidade das acusações que envolvem o aluno, investigado por suposta participação em violência sexual contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
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Na mesma nota, a Unirio reiterou que repudia qualquer forma de violência contra as mulheres e manifestou solidariedade à estudante vítima de violência sexual. A instituição também afirmou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações do caso.
Colégio Pedro II abre processo para desligar alunos suspeitos de estupro
O Colégio Pedro II informou nesta segunda-feira (2) que dois jovens apontados como suspeitos no caso de estupro coletivo ocorrido na Zona Sul do Rio de Janeiro já haviam sido alvo de advertências e suspensões por comportamento inadequado.
Segundo a instituição, o estudante Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e um adolescente de 17, ambos matriculados no campus Humaitá II também respondem a processo disciplinar interno por agressão dentro da unidade escolar.
No domingo (1º), a Reitoria e a Direção-Geral do campus informaram a abertura de processo administrativo para o desligamento dos dois estudantes, que são investigados por participação no crime.
O crime
A vítima, uma adolescente de 17 anos, foi convidada por um colega de escola para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
No elevador, o jovem avisou que mais colegas estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que, segundo a vítima, ela recusou desde o começo. No apartamento, ela foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o jovem que havia feito o convite, os outros 4 rapazes entraram no cômodo.
A adolescente relatou que os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e tocá-la, forçando-a a praticar sexo oral e a sofrer penetração forçada. Ela afirmou ainda que foi agredida em diversas partes do corpo e tentou sair do quarto, mas foi impedida.
Todos os maiores de idade têm mandados de prisão em aberto e são considerados foragidos. A Justiça também negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de três dos investigados. As autoridades seguem em diligências para localizar os suspeitos e avançar nas investigações.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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