Chuva de meteoros 'imprevisível' pode ser vista na região Norte do Brasil; saiba como observar
O fenômeno é considerado um dos eventos luminosos mais surpreendentes da astronomia
O céu de junho promete uma surpresa aos amantes e profissionais da astronomia com a chuva de meteoros denominada "Bootídeos", que está com previsão de atingir o pico entre os dias 20 e 27 deste mês, no Brasil. Com a ocultação do planeta Vênus, que ocorreu ao longo desta semana, torna-se mais provável que o fenômeno natural aconteça com mais força nesta segunda-feira (22), com visibilidade na região Norte do país.
O que é a chuva de meteoros "Bootídeos"?
Para muitos especialistas, a chuva de meteoros "Bootídeos" é considerada um dos eventos astronômicos mais surpreendentes, isso porque ela é formada pelos detritos deixados pelo cometa 7P/ Pons-Winnecke, o que a torna "imprevisível" em relação ao seu contato com a Terra. Em sua última vinda em 1998, os cientistas previram que o evento ia produzir cerca de alguns meteoros por hora, mas chegou a alcançar cerca de 100/ h.
Dessa vez, ainda não há previsão da quantidade de meteoros que serão lançados durante a chuva, porque a única certeza até o momento é que o fenômeno terá uma maior visibilidade no Hemisfério Norte. Nesse sentido, caso as condições climáticas estejam favoráveis, os moradores da região Norte do Brasil serão os que mais terão chances de observar a chuva de meteoros e registrar o fenômeno com mais facilidade.
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Confira algumas dicas para observar a chuva de meteoros:
Para poder observar a chuva de meteoros, basta seguir essas dicas:
- Estar em um local com pouca iluminação artificial;
- Procurar locais mais escuros em vez de ambientes muito claros;
- Utilizar aplicativos de astronomia para melhor observação, como Stellarium e SkyView.
Como registrar o fenômeno com o celular?
Agora, se você quiser fazer um belo registro do momento, pode utilizar o celular ou uma câmera com as seguintes orientações:
- Coloque a câmera/celular em um tripé, apontando para uma área ampla do céu (grande angular);
- Foque em manter o horizonte fora do quadro e a Lua fora do enquadramento (ou bloqueada);
- Faça sequências contínuas de fotos, depois procure “riscos” curtos e discretos.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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