Caso Henry: defesa de Monique Medeiros quer liberação de gato para acompanhamento na prisão
O animal, chamado Hércules, ficou fora da unidade prisional após sua prisão ser novamente decretada
Ao retornar ao sistema prisional, na Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restabeleceu sua prisão preventiva, a professora Monique Medeiros não foi acompanhada do gato que havia adotado durante o período em que esteve solta.
O animal, chamado Hércules, ficou fora da unidade prisional após sua prisão ser novamente decretada. Segundo a defesa, será feito um pedido formal à direção da penitenciária para que o gato possa permanecer com a detenta dentro da cela. Caso a solicitação não seja aceita administrativamente, os advogados afirmam que irão recorrer à Justiça para garantir a permanência do animal no local.
Adoção do felino na prisão
De acordo com o advogado de defesa, o convívio com o animal teria impacto emocional significativo diante da rotina no cárcere.
“Para ela, a importância dele é total, porque ela fica 24 horas trancada, numa cela extremamente quente e fechada. Um animal exalando afeto, diante desse cenário de extrema solidão, é algo de grande necessidade”, afirmou o advogado Hugo Morais.
Hércules, um gato com pouco mais de três anos, teria criado vínculo com a detenta ainda durante um período anterior de custódia, quando vivia nas dependências da unidade prisional sob cuidados de uma policial penal. Segundo relatos da defesa, o animal se aproximou de Monique ao longo da permanência dela no sistema carcerário.
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Agora, o pedido da defesa depende de avaliação da direção da unidade e, eventualmente, do Judiciário, que poderá decidir se o animal poderá ou não acompanhar a detenta na cela.
Monique Medeiros responde ao processo relacionado ao caso do menino Henry Borel, morto em 2021 em circunstâncias que geraram grande repercussão nacional. Ela é acusada de homicídio por omissão.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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