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Cachorro comunitário é morto a tiros e polícia tenta identificar autor do disparo

Animal conhecido como Abacate era cuidado por moradores e não resistiu após passar por cirurgia; caso gera comoção e pedido de justiça

Hannah Franco

Um cachorro comunitário morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo no bairro Tocantins, em Toledo, no oeste do Paraná. O animal, conhecido como Abacate, era cuidado por moradores da região e chegou a receber atendimento veterinário, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso e tenta identificar quem efetuou o tiro.

De acordo com a equipe de Proteção Animal do município, Abacate foi encontrado ferido por moradores, que o levaram a uma clínica veterinária particular. Durante os exames, foi constatado que o cão havia sido alvejado por um disparo de arma de fogo. A bala atravessou o corpo do animal, perfurando o intestino e causando contaminação abdominal, embora não tenha ficado alojada.

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Diante do quadro crítico, o cachorro foi submetido a uma cirurgia de emergência. No entanto, apesar dos esforços da equipe médica, ele morreu durante o procedimento. Segundo os veterinários, as lesões internas eram extensas e comprometeram órgãos vitais.

O caso acontece em meio à repercussão nacional de episódios recentes de violência contra animais, como a morte do cão comunitário Orelha, em Santa Catarina.

Moradores relataram que Abacate vivia na região havia cerca de cinco meses, desde filhote, e era alimentado e cuidado por toda a comunidade. Ele costumava circular livremente pelo bairro e dormia na casa de uma moradora. A população local já havia se mobilizado para realizar a castração do animal nos próximos dias.

“Era dócil, carinhoso e amoroso. Ele não merecia esse fim. Toda a comunidade cuidou dele, dava comida e água, era muito querido por todos. Queremos justiça”, afirmou um morador, que pede justiça.

A Polícia Civil informou que as circunstâncias do crime ainda estão sendo apuradas e que diligências estão em andamento para identificar o responsável pelo disparo. A motivação também é desconhecida.