Após mais de 200 anos, pesquisadores soltam as primeiras araras-canindés no Rio de Janeiro
Foram necessários sete meses de preparação até que os animais pudessem voltar à natureza com segurança
Após dois séculos, um grupo com quatro araras-canindés foram reintroduzidas ao Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, após serem trazidas em junho do interior de São Paulo. A ação faz parte do projeto Refauna, realizado com apoio do ICMBio e de outras instituições dedicadas à conservação da fauna brasileira.
Foram necessários sete meses de preparação até que os animais pudessem voltar à natureza com segurança. O voo inaugural foi da "Fernanda", seguida duas horas depois pela "Suelli". Já a "Fátima", precisou de três dias antes de se aventurar pela floresta.
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O projeto evidencia a importância do manejo cuidadoso e da paciência na reintrodução de espécies ameaçadas, um passo estratégico para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica.
Outras seis araras-canindés devem retornar à Mata Atlântica ainda neste primeiro semestre, passando pelo mesmo processo de ambientação e soltura que as primeiras quatro aves já enfrentaram. O plano do projeto é quem cinco anos, a meta é que pelo menos 50 araras-canindés estejam voando novamente.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com).
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