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ANP autua Petrobras por falhas em sonda que perfura poço na Foz do Amazonas

Autuação ocorreu após vistoria realizada na primeira semana de fevereiro no sistema de segurança da embarcação

O Liberal

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) emitiu um auto de infração contra a Petrobras por falhas na operação da sonda NS-42, também chamada de ODN-2, utilizada na perfuração do primeiro poço em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas.

A autuação ocorreu após vistoria realizada na primeira semana de fevereiro para verificar o sistema de gerenciamento de segurança da embarcação. Durante a inspeção, foram identificados desvios em planos e procedimentos relacionados aos testes de inspeção e manutenção das bombas de combate a incêndio, classificados pela agência como “não conformidade crítica”.

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Além dessa irregularidade, a fiscalização apontou outras falhas operacionais e estabeleceu prazo para que a Petrobras faça as correções necessárias. Segundo a ANP, a autuação não tem relação com o derramamento de fluido de perfuração ocorrido no início de janeiro, que levou à interrupção temporária das atividades.

A Petrobras poderá apresentar defesa. Após essa etapa, o processo será analisado pela diretoria da agência reguladora. Caso a infração seja confirmada, a multa pode variar entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões.

Em nota, a Petrobras afirmou que a decisão da ANP se baseia em registros documentais e não em testes práticos na embarcação. A companhia disse que pretende colaborar com o órgão regulador para aprimorar os processos de documentação e registro.

A sonda opera no bloco 59 da bacia da Foz do Amazonas, onde está sendo perfurado o poço exploratório Morpho. A região é considerada promissora pelo setor de petróleo, mas a exploração enfrenta críticas de organizações ambientalistas devido aos possíveis riscos ambientais.

Em fevereiro, a Petrobras também foi multada em R$ 2,5 milhões pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) após a descarga acidental de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração no mar. Segundo o órgão ambiental, o material apresenta risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático, classificação contestada pela estatal, que afirma que o fluido é biodegradável.