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Advogados contestam depoimento de pistoleiro suspeito de matar sargento em Manaus (AM)

Silas Ferreira da Silva foi preso na última segunda-feira (21)

O Liberal

Preso na última segunda-feira (21), suspeito do assassinato do sargento Lucas Ramon Silva Guimarães, ocorrido no dia 1º de setembro, em Manaus (AM), Silas Ferreira da Silva, 26 anos, contou em depoimento à polícia quem o contratou. Mas advogados de defesa contestam as informações prestadas e reclamam da barreira imposta pelos policiais para terem acesso ao cliente. As informações são do Portal do Holanda.

Na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), para onde foi levado após ter sido detido na casa de sua mãe, localizada no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona norte da capital amazonense, Silas contou que foi procurado por um funcionário do Supermercado Vitória, de nome Reginaldo, que primeiro lhe ofereceu R$ 10 mil pelo serviço, depois elevou o valor para R$ 25 mil. Diante da relutância de Silas, ofereceu R$ 65 mil.

Silas argumentou que não tinha como rejeitar a oferta. O funcionário lhe entregou um celular, com a orientação de mudar e destruir o chip a cada dois dias, uma moto, uma arma calibre 380, bonés e até sapatos. Em seguida, Reginaldo apresentou ao criminoso a foto do que ele chamou de “presunto”. "Foi o tio que falou para vir aqui contigo e te entregar o material para fazer o serviço”. Tio era como Reginaldo se referia o Joabson, dono do Supermercado Vitória.

Silas contou que após o crime foi para casa e horas depois Reginaldo apareceu com um carro baú para recolher roupas, armas e moto. Com ele estava uma quantia de R$ 60 mil, o que o levou a dizer que o serviço fora contratado por R$ 65. Foi então que Reginaldo ligou para Joabson, que teria autorizado o pagamento conforme  combinado.

Reginaldo só voltou a procurar Sllas dois dias depois do crime, com uma advertência: "A coisa vai feder, mas segura a onda. O Tio tem bons advogados, tem muito dinheiro, suficiente para comprar juiz e promotor. Então não te preocupa”.

Durante seu depoimento, Silas revelou que o valor pago pela execução do sargento Lucas foi de R$ 65 mil. Segundo o criminoso, o contato, assim como o pagamento pelo "trabalho" foram feitos por um intermediário logado a Joabson e Jordana. Com o dinheiro, ele disse que comprou um carro e uma moto, e que também saía para beber.

Lucas Ramon foi morto por conta de seu envolvimento com Jordana Freire, suspeita de cumplicidade no plano do marido, Joabson Gomes, para matar o militar (Fotomontagem / Reprodução redes sociais)

A polícia também detectou no celular do pistoleiro o registro de uma ligação feita logo após o assassinato do sargento para o seu “contato”, o homem que intermediou o crime

Lucas foi morto com três tiros na cabeça dentro de sua cafeteria, no dia 1º setembro. A família do militar havia oferecido uma recompensa de R$ 40 mil por informações que levassem ao paradeiro do pistoleiro, logo após a Justiça ter autorizado a liberação Joabson e Jordana.

Apesar das declarações repassadas pela polícia, os advogados de Silas Ferreira questionam o depoimento no qual seu cliente admite ser o autor do homicídio, e argumentam que ele vem sofrendo “violência física e psicológica” e ainda que teria sido torturado para confessar o crime.

Brasil
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