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Dia do Feirante: simpatia e cordialidade embalam a rotina dos trabalhadores em Belém

A data é comemorada nesta terça-feira, 25 de agosto

Lívia Ximenes

Nesta terça-feira, 25 de agosto, é celebrado o Dia do Feirante. Para além de frutas, legumes e verduras, os vendedores levam, diariamente, sorrisos, simpatia e até conselhos aos clientes. Nas feiras de Belém, os profissionais compartilham histórias e memórias dos anos de trabalho, conversas e amizade com a freguesia.

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Nildo Moreira trabalha como feirante há mais de 30 anos. Atualmente na Feira da Pedreira, ele ressalta que proporcionar alegria aos clientes é um dos objetivos principais. Para Nildo, tudo é feito com boa vontade.

image Nildo Moreira é feirante há mais de 30 anos (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

“É cansativo. Tem essa parte do cansaço, mas tem a parte, também, que você sempre atende o público com carinho e amor, trazendo o bom e o melhor para os clientes”, conta.

Cordialidade é primordial

O trabalho na feira iniciou, para Nildo, no final da adolescência. Ao longo dos anos, enquanto crescia e amadurecia, ele lembra que aprendeu muito e que continua absorvendo novos conhecimentos todos os dias.

“Humildade, honestidade, sinceridade: isso é o essencial para você trabalhar com o público. Todo mundo tem que estar com o sorrido lindo e elegante, esquecer os problemas e bola para frente”, fala.

Andreia Lima, de 49 anos, é feirante há cerca de 10 anos e, assim como os colegas de profissão, vive uma rotina intensa. O dia começa antes das 6h da manhã e termina após às 1h30 da madrugada. Apesar do trabalho pesado, ela busca conversar com os fregueses da melhor forma possível.

image Andreia Lima diz que deixa os problemas de lado para atender bem a clientela (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

“Dar um bom atendimento para os clientes, para eles se sentirem bem acolhidos. O cliente vem para a feira porque ele gosta de se sentir bem acolhido, ele gosta de chegar e ser logo atendido. Então, a gente procura dar o nosso máximo, o nosso melhor. Pode ter o problema que tiver, fica para lá, porque o cliente aqui vai ter prioridade quando chegar”, diz.

Antes de trabalhar como feirante, Andreia já lidava com atendimento ao público. Na jornada da vida, ela relata que aprendeu muito, principalmente a conhecer melhor as pessoas.

“Aqui a gente não é só feirante, a gente é psicólogo, amigo. A gente tem que aconselhar. Tem cliente que chega com probolema, a gente tem que parar para ouvir. Isso acaba nos ensinando como pessoa, nos ensinando a ser melhor. Para mim é muito gratificante acolher bem os meus clientes — e eles me acolhem muito bem também”, comenta.

DIA DO FEIRANTE

De geração em geração

Na Feira da 25, os negócios de família guardam memórias inesquecíveis, como as de Messias Gomes, de 45 anos. O feirante trabalha em um ponto que antes foi do pai e, hoje, divide com um irmão. Ele lembra que, ainda criança, andava pelo local e, atualmente, ainda é reconhecido por clientes antigos.

O pai de Messias saiu de Barcarena a Belém e, aos poucos, iniciou o trabalho como feirante. Ele conta que, graças ao carisma, houve crescimento e conquista de fregueses. Messias acredita que o pai foi abençoado por Deus.

image Messias Gomes trabalha no ponto que era do pai (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

“Com tudo isso, ele pagou colégio, faculdade e a nossa casa. A rotina dele, eu continuo repetindo. Sempre tentando agradar os clientes o máximo possível, para sempre permanecerem fiéis”, ressalta.

Messias costuma acordar entre 1h30 e 2h, ainda na madrugada, para ir em busca das melhores frutas. Ele diz que prefere escolher, individualmente, cada item, para garantir que os fregueses tenham uma boa experiência.

“Eu foco muito nisso. Então, eu tenho o maior cuidado de eu mesmo escolher fruta por fruta. Eu não chego lá escolhendo uma caixa, não. Eu escolho a minha fruta da melhor qualidade para oferecer para os meus clientes aqui”, fala.

Paulo Gomes, de 34 anos, trabalha como feirante há mais de 10 anos. Vendedor no ponto de uma tia, ele começa começa o dia às 5h, com um “cafezinho” para acompanhar. Por volta das 6h, ele já está na feira para receber a clientela.

image Paulo Roberto Gomes é feirante há cerca de 10 anos (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)

Sobre a principal lição aprendida ao longo do tempo, Paulo é direto: “Lidar com as pessoas, aprendendo com as pessoas e ensinando também.” Enquanto vende frutas, o feirante compartilha a vida com a freguesia que, logo cedo, já agita o dia.

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