Campanha Dezembro Vermelho aborda infecções sexualmente transmissíveis

As mobilizações em todo o Estado acontecem a partir deste domingo (1)

Pablo Costa

Ações de testagens gratuitas para HIV, sífilis e hepatites B e C na praça da República, em Belém, neste domingo (01), a partir das 8h30, vedem marcar o início das mobilizações da Campanha “Dezembro Vermelho”, mês de alerta e conscientização das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e Aids. Realizada pela Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), a Campanha deste ano terá como foco o público jovem, entre 15 e 29 anos, e o alerta para a importância do uso do preservativo.

Alusiva também ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado em 1º de dezembro, a campanha da Sespa em todo o Estado será intensificada com a distribuição de 1 milhão de preservativos masculinos, 40 mil preservativos femininos e 40 mil sachês de gel lubrificante. A mobilização quer ir além de dezembro e manter o alerta de prevenção no decorrer do ano, independente da ocorrência de mobilizações e períodos comemorativos, como carnaval e férias de julho.

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), abriu oficialmente a campanha Dezembro Vermelho na sexta-feira, 29, às 15h, na Câmara Municipal de Belém. Este ano a campanha traz o tema “HIV/Aids: O papo é reto – Conhecer para prevenir, cuidar e superar preconceitos” e tem como objetivo de alertar a população, sobretudo os mais jovens sobre HIV, Aidas e outras  infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Estiveram presentes na cerimônia de abertura representantes de instituições, médicos e pessoas vivendo com HIV. Foi apresentado ainda o cronograma de atividades referentes à campanha ao longo do mês, dentre as quais ação de prevenção e festa no shopping Bosque Grão Pará no dia 30 de novembro, das 14 às 21h, e 1º de dezembro, das 10h às 20h. O Dezembro Vermelho dá sequência às ações do Dia Mundial contra a Aids, celebrado desde 1988 no mundo todo no dia 1º de dezembro.

As estatísticas de HIV e Aids no Pará tendem a cair, se comparadas ao ano passado. De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do MS, em 2018, 2.707 pessoas foram diagnosticadas com HIV, enquanto até cinco de novembro deste ano, outros 1.469 já haviam iniciado tratamento para controle do vírus. No ano passado, 1.348 pacientes manifestaram sintomas da Aids e, até novembro de 2019, outros 657 desenvolveram a doença.

Em se tratando de sífilis, o mais recente Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, com dados nacionais da doença atualizados até junho deste ano, acena para tendência de queda no cenário no Pará, diante três classificações: casos de sífilis adquirida, sífilis em gestantes e sífilis congênita – a transmitida da mãe infectada para o bebê.

Até 30 de junho deste ano, 1.137 novos casos de sífilis adquirida foram registrados no Pará, sendo que durante o ano todo de 2018 foram 2.625 confirmações. Entre gestantes, 962 novos casos foram registrados até junho deste ano e, em 2018, o número de confirmações chegou a 2.039.

Os números de sífilis congênita também convergem para queda: em 2018, nasceram 790 bebês com a doença, enquanto que até junho deste ano, foram 356 casos de sífilis com transmissão vertical da mãe para bebê.

Belém
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