Em carta psicografada, Marcos Matsunaga diz que 'o amor nunca deve virar prisão'
Mensagem sobre amor, perdão e consciência atribuída ao empresário viraliza. Ele foi morto e esquartejado pela esposa, Elize Matsunaga, em 2012
Uma suposta carta psicografada atribuída a Marcos Kitano Matsunaga, empresário assassinado em 2012, voltou a repercutir nas redes sociais. Um vídeo publicado por um canal espiritualista no YouTube apresenta uma mensagem que afirma ter sido transmitida pelo espírito de Matsunaga.
O conteúdo do vídeo aborda reflexões sobre perdão, consciência, a vida após a morte e as relações familiares. Entretanto, não há qualquer comprovação de autenticidade da mensagem apresentada.
Entre os trechos que mais chamaram atenção do público está a afirmação de que "o amor nunca deve virar prisão". A mensagem alerta para que as pessoas não transformem vínculos afetivos em relações de controle.
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O que diz a suposta carta psicografada de Marcos Matsunaga
Ao longo de aproximadamente 13 minutos, a narração descreve um suposto despertar espiritual após a morte de Matsunaga. A mensagem afirma que o empresário teria compreendido o valor do perdão e da humildade.
As principais mensagens apresentadas no vídeo incluem:
- "O amor nunca deve virar prisão."
- "Ninguém pertence a ninguém."
- "O perdão parece fraqueza, mas é libertação."
- "Não alimentem escuridão em meu nome."
- "Procurem ajuda antes que tudo desabe."
- "A vida continua."
Em outro ponto, a mensagem defende que "nem marido, nem esposa, nem filho pertencem uns aos outros". Ela sugere que as pessoas seriam apenas companheiras de jornada e que o controle sobre quem se ama pode gerar sofrimento.
A narração pede ainda que familiares e pessoas ligadas ao caso não fiquem presos ao passado. Sugere que façam orações em vez de alimentar sentimentos de vingança.
Relembre o caso Marcos Matsunaga
Marcos Kitano Matsunaga era diretor executivo da empresa alimentícia Yoki quando desapareceu em maio de 2012. A investigação indicou que familiares procuraram a Delegacia de Desaparecidos. Eles foram informados pela esposa de Marcos, Elize Matsunaga, de que ele havia saído de casa com dinheiro e uma mochila, sem retornar.
Dias depois, partes de um cadáver masculino foram encontradas embaladas em sacos plásticos. O corpo estava em uma estrada na região de Cotia, na Grande São Paulo. A vítima foi identificada como Marcos Matsunaga.
O Departamento de Homicídios apontou Elize como principal suspeita. Câmeras de segurança do prédio mostraram o casal entrando no apartamento na noite de 19 de maio de 2012. No entanto, não registraram Marcos saindo sozinho do imóvel, como Elize havia informado.
As gravações também flagraram Elize saindo do condomínio na manhã seguinte. Ela carregava malas grandes e retornou cerca de 12 horas depois sem elas.
Posteriormente, Elize confessou o crime. Em seu depoimento, ela alegou que, após descobrir uma traição, os dois discutiram. Elize efetuou um disparo com uma pistola calibre .380, presente que havia recebido do próprio Marcos. Depois do assassinato, ela esquartejou o corpo. As partes foram colocadas em sacos plásticos e abandonadas em diferentes pontos da região, onde a polícia as localizou.
Elize foi presa em 4 de junho de 2012. Ela foi condenada a 18 anos e 9 meses de prisão pelo crime.
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