Técnica de Enfermagem Jaqueline Alves alerta para situação precária da passagem Elvira
A via está tomada por buracos e alaga constantemente com as chuvas
Os moradores da passagem Elvira, localizada no bairro do Curió-Utinga, estão cansados dos alagamentos constantes na área. A via também está cheia de buracos, o que dificulta ainda mais a circulação de pedestres e condutores. Segundo a técnica de enfermagem Jaqueline Alves, de 39 anos, basta uma chuva para que a água invada as casas, causando transtornos e prejuízos. O registro foi feito no dia 18 de março.
"A situação piora quando chove, basta uma chuva de dez minutos que já alaga não só as ruas, como também as casas. Chega a entrar para dentro, por isso as calçadas aqui são todas altas”, diz Jaqueline.
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Na casa da mãe de Jaqueline, o alagamento chega até os fundos da residência. Ela conta que sua cunhada é dona de uma loja nas proximidades e lida com os danos materiais da falta de escoamento adequado. “É prejuízo acima do prejuízo, a gente vive aumentando as calçadas e cada vez mais está tendo essa situação”, diz Jaqueline.
A via está cheia de buracos, que são gerados pelo tráfego intenso de veículos, segundo a técnica de enfermagem. “Constantemente está tendo isso, até porque agora fecharam a descida da João Paulo. Aqui é uma via que vai da estrada da CEASA até a João Paulo, com saída perto do Parque do Utinga. O movimento e o fluxo maior de carros só prejudica mais, já sofremos com a água, com a chuva. Não temos como sair”, lamenta.
O risco de algumas doenças, como a leptospirose, é grande, já que há uma presença notável de ratos e outras pragas no local. Além das doenças, um dos grandes medos da moradora é a presença de animais silvestres. “Fora os bichos, cobras, essas coisas. Já aconteceu de encontrarmos cobras, o pessoal do IBAMA vieram retirar aqui, o pessoal da Delegacia do Meio-Ambiente. Já cansaram de pegar cobra e outros insetos que a gente vê”, relata.
Em fevereiro, um carro chegou a ficar atolado no alagamento. “Não foi só o carro, teve moto também. Temos uma rede social aqui do bairro onde mostramos as situações que acontecem, e continuamos à mercê. A gente já fez reclamação, pediu ajuda e até agora não temos”, conta Jaqueline.
“Depois que fizeram a João Paulo, criaram essa galeria para tentar aliviar a água que ficava ali na João Paulo. Aqui para o nosso lado e o lado de lá também alaga”, finaliza a moradora.
A redação integrada do jornal O Liberal solicitou posicionamento à Prefeitura de Belém acerca das condições da via. Não houve retorno até o fechamento desta edição.
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