'Pica pica' prefere homens e tem medo de mulheres; entenda
Um estudo mostrou que alguns passarinhos tendem a ficar mais "desconfiados" e "ariscos" ao lado de pessoas do sexo feminino
Com o propósito de estudar o comportamento de aves urbanas europeias, alguns cientistas se uniram e acabaram fazendo uma descoberta científica considerada surpreendente: a ave pega-rabuda (Pica pica) pode ser um pouco sexista no cenário animal. A pesquisa publicada no periódico People and Nature mostrou que alguns passarinhos tendem a ficar "mais medrosos" ao lado de mulheres.
“Identificamos um fenômeno, mas realmente não sabemos o porquê. No entanto, o que nossos resultados destacam é a capacidade sofisticada das aves de avaliar o ambiente ao seu redor”, revelou em nota oficial o cientista Federico Morelli, principal autor do estudo contemporâneo.
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Quais os resultados da pesquisa?
Como os pesquisadores ainda não descobriram o real motivo para os animais da espécie Pica pica ficarem mais desconfiados ao lado de mulheres, eles levantaram algumas possibilidades. Dentro desse contexto, eles alegaram que os pássaros podem estar reagindo a cheiros específicos ou o formato do corpo e o jeito de andar podem ter tido alguma influência em suas reações, já que eles fogem mais rápido na presença de mulheres do que de homens.
Mas não foi somente na espécie Pica pica que os cientistas encontraram essa característica em comum; o estudo também contemplou outras aves que também apresentavam o mesmo comportamento. Ao todo, eles reuniram 2.581 observações a 37 espécies comuns de pássaros urbanos europeus, que já incluem a já citada pega-rabuda, além do chapim-real (Parus major) e do pombo-comum (Columba livia).
Uma das pesquisadoras do estudo, Yanina Benedetti, ressaltou que ficou admirada com os resultados da pesquisa científica. “Como mulher na área, fiquei surpresa com o fato de que as aves reagiam de maneira diferente a nós. Esse estudo destaca como os animais nas cidades ‘veem’ os seres humanos, o que tem implicações para a ecologia urbana e para a igualdade na ciência”, finalizou Yanina em nota oficial.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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