O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Entenda a herança digital
A medida pode evitar conflitos familiares e garantir que a vontade do titular seja respeitada também no ambiente virtual.
Você já se questionou o que poderá acontecer com as suas redes sociais quando você morrer? Perfis em redes sociais, arquivos armazenados na nuvem e outros dados pessoais na internet podem continuar ativos mesmo após a morte do titular, as chamadas "heranças virtuais". Saiba mais a seguir.
O que é a herança virtual?
Após o falecimento, os bens e direitos relacionados à vida online passam a integrar a chamada herança digital. O termo engloba contas em redes sociais, e-mails, arquivos digitais, domínios de sites, créditos virtuais e conteúdos armazenados em serviços de armazenamento remoto.
Na prática, isso significa que perfis em plataformas como Google, Dropbox e Microsoft OneDrive podem fazer parte do inventário, assim como fotos, vídeos, documentos e até ativos financeiros vinculados a contas digitais.
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O que é armazenamento em nuvem?
A chamada “nuvem” é um modelo de armazenamento de dados em servidores externos, acessíveis pela internet. Para o usuário comum, é o espaço onde ficam guardados arquivos pessoais, como imagens, vídeos e documentos. Já empresas utilizam o serviço para hospedar sistemas e bancos de dados sem a necessidade de manter infraestrutura própria.
Cada plataforma possui regras específicas sobre memorialização de perfis, exclusão de contas ou liberação de dados a familiares, o que torna o planejamento da herança digital uma medida cada vez mais recomendada.
Apesar do avanço das ferramentas digitais, o Brasil ainda não conta com uma legislação específica que regulamente a herança digital de forma detalhada.
O que redes sociais permitem fazer após a morte de um usuário?
Perfis digitais podem continuar ativos mesmo após a morte do titular. Nesses casos, cada plataforma estabelece regras próprias para exclusão ou transformação da conta em memorial, geralmente mediante solicitação de familiares e envio de documentos comprobatórios, como a certidão de óbito.
Veja como funciona nas principais plataformas:
A rede permite transformar o perfil em conta “em memória”, mantendo-o visível com aviso de falecimento e fora de recomendações. O pedido deve ser feito por formulário, com envio de documentos.
Para excluir definitivamente o perfil, as exigências são mais rigorosas: apenas familiares diretos podem solicitar, mediante comprovação de parentesco. A plataforma ressalta que ninguém recebe login ou senha da conta memorializada.
Assim como no Instagram, é possível solicitar a transformação do perfil em memorial ou a remoção da conta. A análise é feita pela Meta, mediante envio de documentação que comprove o óbito.
X
No X, familiares podem pedir a desativação da conta por meio de formulário. Após o envio das informações iniciais, a plataforma solicita documentos do requerente e da pessoa falecida antes de analisar o pedido.
TikTok
O pedido deve ser feito pela Central de Ajuda, na opção de relatar problema relacionado à conta. A rede permite transformar o perfil em memorial ou excluí-lo, desde que o solicitante comprove vínculo familiar.
Google (Gmail, YouTube, Drive e Fotos)
O Google disponibiliza o recurso “Seu legado digital”, que permite ao usuário definir, ainda em vida, o destino da conta. É possível indicar até dez pessoas para acessar dados após período de inatividade ou optar pela exclusão automática.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).
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