Influenciadora é presa após forjar próprio sequestro para ganhar seguidores no Instagram; entenda
Em seu relato nas redes sociais, a criadora de conteúdo disse "acreditar que ia morrer"
A influenciadora digital Monniky Fraga foi presa na manhã desta terça-feira (24) pela Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE) após forjar o próprio sequestro para ganhar likes e seguidores no Instagram. O suposto crime aconteceu em abril de 2025 e, na época, ela publicou um vídeo relatando os "momentos cruéis" que ela e o marido viveram após serem sequestrados pelos bandidos que pediram pagamento de resgate.
“Foram horas dentro de uma mata, não sabia se eu ia voltar. Lá tinha um rio e a todo momento eu pensava: ‘Eles vão me matar e vão me jogar aqui dentro e eu nunca mais vou ver ninguém’. Na minha cabeça, eu só pensava nos meus filhos; Ameaçaram o tempo todo: ‘Vou atirar no joelho, vou atirar no pé’, mas eu supliquei tanto que nada aconteceu”, disse Monniky Fraga em suas redes sociais na época.
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O episódio de sequestro passou a ser investigado pela polícia após os policiais constatarem que todas as lágrimas e o drama da influenciadora não passavam de uma mentira para que ela garantisse mais seguidores para o seu perfil público. A descoberta foi realizada por meio da ação "Cortina de Likes", promovida pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), que até agora cumpriu dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão.
“Foram utilizados veículo clonado e arma de fogo para dar contorno de veracidade à trama, que mobilizou todo o aparato da Polícia Civil de Pernambuco. As investigações seguem, e dispomos do prazo de dez dias para concluir o inquérito policial. Uma vez encaminhado ao Ministério Público, acreditamos que ela venha a ser denunciada, caso esse seja o entendimento do órgão”, explicou o delegado Jorge Pinto.
Devido à influenciadora ter mentido durante a denúncia, a polícia revelou que essa prática também se configura como um crime. “Isso não é uma brincadeira. Entendemos que essa conduta precisa ser coibida, pois configura crime e, quando há o acionamento de toda a nossa unidade, que responde por todo o estado, isso coloca em xeque não só as instituições públicas, mas também o aparato operacional da delegacia”, disse Jorge.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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