Dia Internacional da Capivara: saiba mais sobre o animal que virou 'febre' mundial
Celebrada em 14 de setembro, data destaca um dos animais mais populares da fauna brasileira
Tranquila, de corpo robusto e hábitos ligados à água, a capivara conquistou espaço não apenas na natureza, mas também nas redes sociais e no imaginário popular. Nesta segunda-feira, 14 de setembro, a espécie é lembrada pelo Dia Internacional da Capivara.
E quem mora em Belém não precisa viajar para áreas rurais para encontrar esses animais. As capivaras também fazem parte da fauna presente em diferentes pontos da capital paraense, especialmente em locais com vegetação, áreas alagadas e acesso à água. Um dos lugares onde elas podem ser vistas é a Universidade Federal do Pará (UFPA).
Maior roedor do mundo
Apesar de sua aparência pacata, a capivara impressiona pelo tamanho. Ela é considerada o maior roedor do mundo e pode atingir mais de um metro de comprimento.
A espécie é herbívora e se alimenta principalmente de capins, folhas e outras plantas. Também possui uma forte relação com ambientes aquáticos. A água é importante para a sobrevivência das capivaras, que são excelentes nadadoras e utilizam rios, lagos e áreas alagadas como locais de proteção.
Outro comportamento característico é a vida em grupo. É comum que os animais sejam encontrados reunidos, especialmente em áreas onde existe oferta de alimento e água.
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Por que elas vivem perto das cidades?
A presença de capivaras em áreas urbanas não significa necessariamente que os animais tenham abandonado seu habitat natural. Em muitos casos, a expansão das cidades aproximou os ambientes ocupados pela fauna das áreas onde as pessoas vivem e circulam. Quando encontram vegetação, água e condições adequadas para sobreviver, as capivaras podem permanecer nesses locais.
A presença das capivaras em Belém está relacionada às características naturais da cidade. Com áreas verdes, canais, igarapés e regiões próximas a cursos d'água, a capital oferece ambientes que podem servir de abrigo e alimentação para a espécie.
Na UFPA, por exemplo, a presença desses animais já faz parte da rotina de quem circula pelo campus. Em alguns momentos, é possível encontrar grupos de capivaras descansando, se alimentando ou se deslocando entre as áreas de vegetação.
Pode chegar perto da capivara?
Mesmo com a aparência dócil, a recomendação é não tentar tocar, alimentar ou perseguir uma capivara. O animal é silvestre e pode reagir caso se sinta ameaçado, principalmente quando estiver acompanhado de filhotes. A melhor forma de observar é manter distância e permitir que ele siga seu comportamento natural.
Também é importante evitar oferecer alimentos. Além de alterar os hábitos dos animais, a alimentação fornecida por pessoas pode contribuir para a aproximação excessiva da fauna com os seres humanos.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web de OLiberal.com)
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