Cunhado de Cristiano Ronaldo é investigado por suspeita de envolvimento em rinhas de galo no RS
Alexandre Bertolucci é casado com a cantora portuguesa Kátia Aveiro, irmã do jogador de futebol
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga um esquema de criação e comercialização de galos destinados a rinhas e tem entre os alvos da apuração o empresário brasileiro Alexandre Bertolucci, cunhado do jogador Cristiano Ronaldo. A investigação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão nos municípios de Gramado e Igrejinha, entre os dias 16 e 17 de julho.
Durante a operação, agentes localizaram cerca de 1.500 galos da raça Mura, que, segundo a Polícia Civil, eram criados, treinados e comercializados para participação em rinhas, prática proibida no Brasil e considerada crime ambiental por envolver maus-tratos aos animais.
Alexandre Bertolucci é casado com a cantora portuguesa Kátia Aveiro, irmã de Cristiano Ronaldo. Os dois iniciaram o relacionamento em 2017, durante uma viagem da artista ao Brasil, e são pais de uma menina.
Animais foram encontrados em situação de maus-tratos
A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Proteção ao Meio Ambiente (Dema/Deic), com apoio das secretarias municipais de Meio Ambiente de Gramado e Igrejinha, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e da Patrulha Ambiental (Patram).
Em comunicado divulgado pela Polícia Civil, o delegado Gustavo de Mattos Brentano informou que os animais foram encontrados em condições caracterizadas como maus-tratos durante o cumprimento dos mandados.
De acordo com a investigação, exemplares da raça Mura podem ser comercializados por valores entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, o que reforça a suspeita de exploração econômica da atividade ilegal.
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Celulares, documentos e arma foram apreendidos
Além dos animais, os policiais apreenderam celulares dos investigados, documentos que, segundo a corporação, comprovam a comercialização dos galos e uma arma de fogo.
Os cerca de 1.500 animais permanecem sob responsabilidade dos órgãos ambientais que participaram da operação e aguardam o recolhimento e a adoção das medidas previstas pela legislação. A investigação segue em andamento para apurar a participação dos envolvidos e a possível atuação de uma rede de criação e venda de galos para rinhas.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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