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Cérebro cansado após o Carnaval? Entenda o que acontece

Mudança brusca de rotina, álcool e noites mal dormidas afetam memória, humor e concentração nos dias após a folia

Hannah Franco
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Depois de dias de blocos, festas e pouca rotina, muita gente relata a mesma sensação na volta ao trabalho: dificuldade para pensar, irritação fora do comum e um cansaço que não passa mesmo após uma noite de sono. O que explica esse “apagão” mental depois do Carnaval? O mal-estar não está ligado apenas à falta de disposição.

O corpo e o cérebro passam por um processo de adaptação depois de um período marcado por estímulos intensos, sono irregular e maior consumo de álcool. Quando a folia termina e as obrigações retornam, o organismo precisa reorganizar funções básicas que ficaram desreguladas.

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Durante o Carnaval, a rotina costuma sair completamente do padrão. Dormir tarde, acordar fora do horário habitual, passar horas em ambientes com música alta e muita interação social altera o funcionamento do sistema nervoso. Nesse contexto, o cérebro libera substâncias associadas ao prazer e ao estado de alerta, como dopamina e adrenalina.

Essa combinação mantém o corpo ativo por mais tempo, mesmo com pouco descanso. Quando a festa acaba, a exigência muda. Em vez de movimento e estímulo constante, o cenário passa a exigir concentração, silêncio e produtividade. Essa troca rápida de contexto gera uma espécie de descompasso interno, que pode se manifestar como fadiga, desatenção e sensação de lentidão mental.

Excesso físico e recuperação incompleta

O esgotamento pós-folia também tem origem no desgaste corporal acumulado. Entre os fatores mais comuns estão:

  • Noites mal dormidas ou com sono fragmentado;
  • Consumo elevado de bebidas alcoólicas;
  • Longos períodos em pé ou caminhando;
  • Exposição prolongada a som alto e luz intensa;
  • Hidratação inadequada.

O sono é essencial para restaurar energia e reorganizar as conexões cerebrais. O álcool, no entanto, interfere na qualidade desse processo. Mesmo quando a pessoa dorme por várias horas, o descanso pode não ser profundo o suficiente para promover recuperação completa.

Desregulação do relógio biológico

Outro fator importante é a quebra do ritmo biológico. O organismo funciona com base em ciclos regulares de sono e vigília. Quando esses horários mudam drasticamente por alguns dias, ocorre uma desorganização temporária do chamado ciclo circadiano.

Ao tentar retomar o horário habitual de dormir e acordar, o corpo enfrenta dificuldade para se ajustar rapidamente. Isso pode resultar em sonolência durante o dia e dificuldade para pegar no sono à noite.

image Registro do Carnaval em Vigia de Nazaré, no Pará. (Foto: Igor Mota | O Liberal)

Oscilação de humor após a festa

A mudança não afeta apenas o corpo, mas também o estado emocional. O Carnaval costuma ser um período de intensa socialização, música e experiências prazerosas. Com o término repentino dessas atividades, pode haver sensação de vazio ou desânimo.

Essa reação está relacionada à redução dos estímulos que ativavam circuitos ligados ao prazer. Em geral, trata-se de uma fase passageira, que tende a melhorar com a retomada da rotina.

Quando a exaustão deixa de ser normal

Sintomas como dor de cabeça, tensão muscular, alterações intestinais e irritabilidade são comuns nos primeiros dias após o Carnaval. A tendência é que diminuam à medida que o sono se regulariza e os hábitos voltam ao equilíbrio.

No entanto, se o cansaço persistir por semanas e comprometer o desempenho no trabalho ou nas atividades diárias, é recomendável buscar avaliação médica. Quadros prolongados podem indicar problemas além da readaptação pós-feriado.

Como facilitar a recuperação

A adaptação costuma ocorrer de forma gradual. Algumas medidas ajudam nesse processo:

  • Retomar horários fixos para dormir e acordar;
  • Priorizar hidratação e alimentação equilibrada;
  • Buscar exposição à luz natural pela manhã;
  • Praticar atividade física leve;
  • Evitar exageros na cafeína para compensar o sono perdido.

Com alguns dias de regularidade, o organismo tende a restabelecer o equilíbrio. A sensação de “cérebro travado” é, na maioria dos casos, uma resposta temporária à combinação de estímulos intensos e mudança abrupta de rotina.

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