Astrid Fontenelle relata assédio recente: 'um cara passou a mão em mim'
Apresentadora afirma que foi vítima de assédio em local público e destaca que só reconheceu certas violências ao longo da maturidade profissional.
A apresentadora Astrid Fontenelle, de 64 anos, revelou que foi assediada recentemente e usou o episódio para refletir sobre situações de abuso que marcaram sua trajetória profissional. Ao revisitar o passado, ela destacou que iniciou a carreira em uma época em que comportamentos abusivos eram frequentemente normalizados, sobretudo em ambientes majoritariamente masculinos.
Segundo Astrid, por muito tempo certas atitudes passaram despercebidas, até que vivências mais diretas de desrespeito a fizeram reconhecer e nomear as violências sofridas.
Episódio no trabalho marcou mudança de postura
A apresentadora contou que um episódio específico foi determinante para transformar sua forma de lidar com o ambiente profissional. Ao relembrar uma situação em que foi ofendida por um superior, Astrid afirmou que decidiu impor limites de forma definitiva.
“Ninguém vai falar assim comigo. Não tem chefe que vá falar assim comigo”, disse ela, ao narrar o momento em que retirou o ponto eletrônico e confrontou o diretor. O gesto, segundo Astrid, marcou a percepção de que estava inserida em um ambiente profissional tóxico, algo que antes era tratado como parte da rotina.
VEJA MAIS
Assédio em aeroporto surpreendeu a apresentadora
Mesmo após anos defendendo pautas ligadas aos direitos das mulheres, Astrid Fontenelle revelou ter sido vítima de assédio recentemente, desta vez em um aeroporto. O episódio, segundo ela, causou surpresa e indignação.
“Outro dia um cara passou a mão em mim. Fiquei sem ação! Eu, que sou uma mulher de 64 anos”, relatou. Para a apresentadora, o caso evidencia que, apesar dos avanços sociais, o problema do assédio ainda persiste, reforçando a importância da vigilância, do debate público e do apoio entre mulheres.
Novo ciclo profissional a partir de 2026
Ao falar sobre o futuro, Astrid Fontenelle comentou o encerramento de seu contrato com o GNT e classificou o momento como um período de transição. Para ela, 2026 simboliza um recomeço.
“Pode ser a oportunidade que a gente queria”, afirmou. Embora admita sentir saudade de projetos importantes, Astrid diz estar motivada a criar novos caminhos, aberta a desafios e disposta a seguir em movimento na carreira.
(Riulen Ropan, estagiário de Jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web de oliberal.com)
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA